O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, disse ontem que será "inevitável" o governo tributar o rendimento da poupança, aplicação financeira mais popular no país e que fornece recursos para o financiamento imobiliário. Para Setubal, o financiamento imobiliário teria um incentivo mais eficaz se o governo permitisse ao mutuário deduzir o pagamento de juros no IR, como acontece nos EUA, do que manter a isenção da poupança. O presidente do Itaú reconhece a dificuldade política para o governo mexer na poupança, mas afirma que não haverá outra solução se o país quiser conviver com taxas de juros baixas. Os bancos estão no centro do debate sobre o rendimento da poupança, que ameaça secar os recursos captados pelos fundos de investimento, que, por sua vez, financiam a rolagem da dívida pública. Eles defendem a flexibilização do direcionamento de 65% para financiamento imobiliário, além de 20% de compulsório. (Folha de São Paulo – 08.05.2009)
Sexta, 8 de maio de 2009
Taxar poupança será inevitável, diz Setúbal
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