Os contratos de concessão de
linhas de transmissão, distribuição e de usinas de energia que expiram em 2015
deverão ser prorrogados. A legislação determina que, ao fim de um contrato,
seja feita licitação. A regra vale para os três elos do setor elétrico-geração,
transmissão e distribuição. A avaliação predominante no governo é que relicitar
toda a cadeia com vencimento marcado para 2015 não é a melhor saída e que todos
os contratos deverão ser prorrogados, e a legislação será alterada. (Folha de
São Paulo – 10.01.2012)
Terça, 10 de janeiro de 2012
Concessão de energia deve ser prorrogada
Abrace: encargos sobem para R$ 19 bi
Estudo realizado pela Abrace
estima que os encargos do setor elétrico devem ultrapassar R$ 19,2 bilhões
neste ano. Em 2011, com base nos recolhimentos feitos até novembro, o total dos
encargos deve atingir R$ 17,8 bilhões. A alta é de 7,8%. Em 2012, a CCC deve
recolher mais de R$ 6 bilhões, contra R$ 5,1 bilhões previstos para 2011. O
crescimento dos custos desse encargo se deve a significativas mudanças nas suas
regras, crescimento do consumo de energia nos sistemas isolados e reajustes dos
contratos das distribuidoras com os produtores independentes que atuam na
região. A estimativa da Abrace é que neste ano o ESS deve somar mais de R$ 1,1
bilhão. Já o Proinfa, somou R$ 2,06 bilhões em 2011 e deve passar de R$ 2,25
bilhões em 2012. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) somou R$ 3,3
bilhões em 2011 e deve atingir R$ 3,7 bilhões em 2012. (EnergiaHoje –
09.01.2012)
Eletrobrás participa de projeto de transmissão em Moçambique
A Eletrobrás está
participando, junto à empresa Eletricidade de Moçambique (EDM), da estruturação
econômico-financeira do projeto CESUL, para a construção de uma linha de transmissão
de alta tensão de 1.400 Km interligando a província de Tete, no centro do país,
à capital Maputo, no sul, informou nesta segunda-feira, 9, a estatal. Segundo a
companhia, por meio do acordo de cooperação técnica entre as duas empresas,
fechado em junho de 2010, a Eletrobrás, em conjunto com sua subsidiária Furnas,
analisou os estudos de viabilidade e de impactos socioambientais do projeto. Os
estudos foram desenvolvidos pela empresa norueguesa Vattenfall, contratada pela
EDM, com recursos do Banco Mundial. O projeto se desenvolve no âmbito do
Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia brasileiro e
seu correlato em Moçambique. (Estado de S. Paulo - 09.01.2012)