Apresentações


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VI SISEE

Seminário Internacional do Setor de Energia Elétrica

O Gesel realizou nos dias 28,29 e 30 de agosto, no Parque Tecnológico Itaipu, o VI Seminário Internacional do Setor de Energia Elétrica cujo tema foi a integração energética na América Latina. O evento contou com a participação de representantes de autoridades do SEB, diretores de Itaipu, professores de universidades brasileiras e estrangeiras e do prof. Nivalde de Castro, coordenador do Gesel. Além da questão da integração energética, outro tema que esteve muito presente no seminário foi a questão do uso das energias renováveis não convencionais. Tema que despertou bastante interesse do público participante, pois além de mostrar que a América Latina possui um grande potencial dessa forma de energia, também apresentou projetos do uso desse tipo de energia que já são realidade.


Painel I: Perspectivas do Setor Elétrico e Integração Energética

Este painel contou com a participação do Dr. Jorge M. Samek, Diretor Geral Brasileiro de Itaipu que apresentou os benefícios econômicos, ambientais e sociais da integração energética. De acordo com Samek o continente latino-americano é superavitário em energia, porém nem todos têm acesso a ela. E que a integração se depara com alguns problemas para que possa ser concretizada, como o temor dos países de delegar parte do poder soberano de seus Estados a uma autoridade supranacional. O Dr. Ruderico F. Pimentel, da presidência da Eletrobras, falou sobre o processo de internacionalização da holding e da vocação da empresa em desenvolver projetos hidroelétricos e sistemas de transmissão em grandes distancias. Finalizando este painel o prof. Ricardo Rainieri, da Universidade Católica do Chile apresentou uma visão e perspectivas da integração, seus desafios e estudos que mostram a viabilidade técnica e econômica da interligação elétrica entre alguns países.

Dr. Ruderico Pimentel- Eletrobras

Dr. Jorge Miguel Samek - Itaipu Binacional

Prof. Ricardo Raineri - Universidade Católica do Chile


Painel II: Energias Renováveis e Modelos do Setor Elétrico

A Prof.ª Ângela Cadenas, da Universidade de Los Andes Colômbia, falou sobre o papel da Colômbia no processo de integração energética tanto com a América do Sul como também com a América Central, já que está em fase de construção uma linha de transmissão entre Colômbia e Panamá, da linha de transmissão existente entre Colômbia e Equador e como funciona este mercado interligado. Dando seqüência ao painel, falou o Dr. Andre P. da Nóbrega, Diretor da ANEEL, cujo tema foi o marco regulatório atual e desafios para o futuro das energias renováveis. Nóbrega também falou da missão da agencia em proporcionar condições favoráveis para o desenvolvimento do mercado elétrico. Por fim, o prof. Carlos Henggeler, da Universidade de Coimbra, apresentou como está sendo desenvolvido, em Portugal, o Plano de Promoção da Eficiência no consumo de Energia Elétrica instituído pela ERSE.

Dr. André Pepitone - ANEEL

Profa. Ângela Cadena – Universidade de Los Andes Colômbia

Prof. Carlos Henggeler – Universidade de Coimbra


Painel III: Financiamento e Internacionalização do Setor Elétrico

Participou deste painel a Prof.ª Thereza Aquino, da Escola de Engenharia da UFRJ, cujo tema foi o padrão de financiamento do setor elétrico, que exige grande quantidade de capital. O papel marcante do BNDES no financiamento do setor e também falou da estrutura de financiando: Financiamento Corporativo e Project Finance. Em seguida o prof. da UFFS de Chapecó e também pesquisador do Gesel, André Silva Leite, apresentou um trabalho sobre o processo de internacionalização das empresas brasileiras, em especial a Eletrobrás. E, de como este processo pode contribuir para mitigar os riscos de abastecimento, reduzir custos e preços e contribuir com odesenvolvimento de regiões com perfis distintos de demanda. O prof. Jose Bonifácio, da Unicamp, encerrou o painel fazendo uma explanação das mudanças que foram implementadas na primeira (1993) e segunda reforma (2004) do SEB.

Profa. Thereza Aquino - UFRJ

Prof. Andre Silva Leite - UFFS

Prof. José Bonifácio – UNICAMP


Painel IV: Integração Energética e Marco Regulatório

Jaime Luyo, prof. da Universidade Católica do Peru, apresentou o marco regulatório do Peru que se formou a partir da Lei de Concessões Elétricas (1992) e a politica energética peruana. De acordo com Luyo, apesar de frágil a interconexão existente entre Peru e Equador esta sendo capaz de evitar apagões atualmente no norte do Peru e, no ano passado ajudou a mitigar a crise elétrica equatoriana. Para ele são estas pequenas e simples interconexões que através da cooperação dos operadores nacionais e da experiência adquirida que possibilitara o avanço do processo de integração dos mercados elétricos regionais. Em seguida foi a vez do prof. Rubens Rosental, do Gesel/ UFRJ, que apresentou uma comparação entre o mercado energético da União Europeia e o mercado da América do Sul mostrando quais as vantagens que se obtém ao integrar os mercados energéticos, como a redução de custos de produção e limitação do poder de mercado das firmas domesticas justificam a integração. Para finalizar o painel, Cristiano Vieira da Silva, assessor da diretoria da ANEEL, falou dos objetivos e evolução do marco regulatório brasileiro sempre visando à eficiência econômica, modicidade tarifaria, entre outros.

Prof. Jaime Luyo - Universidade Católica do Peru

Prof. Rubens Rosental – GESEL-UFRJ

Dr. Christiano Vieira da Silva – ANEEL


Painel V: Eficiência Energética e Energias Renováveis

O prof. Ennio P. da Silva, da Universidade de Campinas, falou das possibilidades tecnológicas das fontes renováveis de energia. Segundo ele as fontes consideradas convencionais em alguns países, podem ser alternativas em outras e o mesmo ocorre com as fontes alternativas que, em determinada época podem ser consideradas convencionais, dependendo da intensidade de suas participações nas matrizes energéticas. Em termos tecnológicos as fontes convencionais podem ser mais desenvolvidas e melhor adaptadas em relação as fontes alternativas. Além disso, também apresentou as potenciais fontes alternativas que o Brasil possui e de como elas vem sendo desenvolvidas. Em seguida foi a vez do prof. Waldimir B. Machado, da Unioeste, cujo tema foi a eficiência energética. De acordo com ele a tecnologia, a educação e os custos são ações indutoras da eficiência energética. E, preço/custo da energia, o preço do desperdício são os aspectos econômicos deste tipo de projeto. Para finalizar o painel o Dr. Cicero Bley Jr., da Itaipu Binacional, mostrou em sua apresentação como a geração distribuída pode ser o caminho para as energias renováveis. Cujo procedimento já tem respaldo da ANEEL. Apresentou o caso da Granja Colombari como exemplo concreto da viabilidade da geração distribuída que, graças ao uso de biodigestores, e autossuficiente em energia desde 2008 e vende o excedente a Copel.

Prof. Ennio Peres da Silva – Universidade de Campinas

Prof. Waldimir Batista Machado - UNIOESTE


Painel VI: Integração Energética e Matriz Elétrica

O sexto e ultimo painel foi iniciado pelo prof. Ismael Sanches, da Universidade Católica de El Salvador cujo tema foi a situação energética na América Central e da estratégia da região para 2020. Após fazer uma explanação da situação energética dos países da América Central, ele falou do porque as energias renováveis reduziram sua participação na geração de eletricidade naqueles países e o que fazer para mudar esta situação: reduzir a participação das térmicas movidas a combustíveis fosseis na matriz. Em seguida foi a vez de Roberto Brandao, Gesel/UFRJ, que falou dos desenhos de mercados de energia com alta participação de renováveis, do comportamento do preço spot com o aumento da participação de renováveis. Falou também do modelo de comercialização do mercado Ibérico, mercado do dia seguinte. E, de como este não e um bom sinal econômico para investimentos em projetos que não utilizam combustíveis fosseis. Finalizando o painel e também o seminário, foi a vez de Guilherme Dantas, do Gesel/UFRJ, falar sobre as perspectivas da matriz elétrica mundial pre-Fukushima. Para ele o setor energético esta diante do desfio de expandir a oferta, sujeito a restrições impostas pela mitigação das alterações climáticas, para atender uma demanda que crescera 36% ate 2035, segundo dados da IEA. E, se não fossem essas restrições a matriz de energia mundial tenderia a se expandir baseada em combustíveis fosseis.

Prof. Ismael Sanchez - Universidade Católica de El Salvador

Roberto Brandão – GESEL-UFRJ

Guilherme Dantas – GESEL-UFRJ