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2012
Maio Dia 11: O Estado de S. Paulo - Governo quer fim do reajuste de energia "A renovação dos contratos de concessão das empresas de energia elétrica deve vir acompanhada de uma mudança radical nas regras do setor. Está sendo estruturado em Brasília o fim dos reajustes anuais das tarifas, baseados nos índices de inflação. A ideia seria, a partir da prorrogação dos contratos, em 2015 e 2017, fazer apenas revisões tarifárias, a exemplo das que ocorrem hoje, de em cinco em cinco anos.(...)" Abril Dia 28: Rede Agro- O potencial brasileiro para geração de energia sustentável Confira o depoimento do Prof. Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, sobre a matriz elétrica brasileira no site da Rede Agro. "Nova resolução da Aneel permite que consumidor produza energia renovável e repasse a sobra para a rede distribuidora, pagando menos na conta de luz. Incentivo fiscal e isenção de impostos ficam de fora da medida(...)". Dia 5: Jornal da Energia - Rápida expansão do mercado livre preocupa, diz Gesel "O grande movimento de migração de consumidores de energia, que têm partido do mercado regulado, abastecido pelas distribuidoras, para o ambiente livre (ACL), acende uma luz amarela para o Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ). O coordenador da entidade, Nivalde de Castro, afirma que esse 'é um problema muito sério', uma vez que deixa as distribuidoras com sobras de energia contratada em leilões.(...)"
Dia 2: Jornal da Energia - Gesel-UFRJ aposta que Celpa precisará achar solução privada "O Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ) acredita que o governo não vai colocar dinheiro público, por meio da Eletrobras, para resolver a situação da distribuidora de energia elétrica Celpa. A companhia, controlada pelo Grupo Rede, entrou com pedido de recuperação judicial e vai apresentar, até maio, uma proposta a ser aceita ou não por seus credores. 'Na realidade, o problema é derivado de uma má gestão dessas empresas do Grupo Rede. Avaliamos que o primeiro movimento do governo é tentar alguma alternativa sem o uso da Eletrobras. Até porque a estatal já está sendo chamada para resolver outros problemas, como parte das distribuidoras já federalizadas', aponta Nivalde de Castro, coordenador do grupo.(...)"
Março Dia 28: Blog Zé Dirceu - Renovação das concessões em energia entra na ordem do dia "A iminência da renovação das concessões de energia entra na agenda do país e pauta muitas análises nos jornalões. Aí, e como previsível da parte deles, o que chama a atenção é que raramente se comenta sobre as consequências que sofremos até hoje do desmonte do setor elétrico promovido pelos tucanos.
Dia 22: Agência Canal Energia - Solar terá trajetória semelhante a da energia eólica O coordenador do GESEL-IE-UFRJ, Nivalde de Castro, afirmou à Agência CanalEnergia, que a energia solar terá uma trajetória de preços bastante semelhante à da energia eólica. Segundo Nivalde de Castro, a energia solar tem vantagens sobre a eólica, como por exemplo em viabilizar a microgeração. Por outro lado envolve outros pontos mais complexos. “Envolve complexas questões tecnológicas sobre como ela [a geração solar] irá entrar na rede. São questões muito complexas então, a política energética é muito prudente abrindo projetos muito específicos”, disse. Nivalde de Castro comentou que a chamada pública de pesquisa e desenvolvimento feita pela Aneel, para inserir a energia solar na matriz energética tem ajudado a formar a massa crítica necessária para entender o funcionamento dessa tecnologia.
Dia 22: Agência Canal Energia - Brasil pode se beneficiar de investimentos chineses na energia solar O coordenador do GESEL-IE-UFRJ, Nivalde de Castro, avaliou que a crise financeira pela qual atravessa a Europa posterga a necessidade de investimento tecnológico na energia solar pelos países desenvolvidos. Ele ressaltou, entretanto, que a China tem se destacado nesse campo e se tornará um grande investidor no desenvolvimento tecnológico de equipamentos fotovoltaicos e que o Brasil poderá se beneficiar destes investimentos chineses.
Dia 20: Estado de S. Paulo - Empresas começam a tirar do papel projetos de energia solar no Brasil Um dos motivos para o atraso na energia solar é a relativa segurança energética do Brasil. Segundo Nivalde de Castro, coordenador do GESEL-IE-UFRJ, a pressão por fontes alternativas é maior na Europa, por exemplo. "Lá, eles dependem de petróleo e gás importados, que têm um impacto econômico grande, ou então do carvão, que é muito poluente", explica o especialista.
Fevereiro Com o pedido de recuperação judicial da Celpa, o professor Nivalde de Castro, coordenador do Gesel/UFRJ foi ouvido pela Agência CanalEnergia e analisou os desdobramentos desse processo e o que deverá ocorrer com a empresa daqui para a frente. Segundo o professor da UFRJ, com o terceiro ciclo de revisão tarifária, as distribuidoras precisarão recorrer ao mercado de capitais para obter recursos. Ele disse que essa medida elevaria o grau de endividamento das empresas e que para determinadas companhias, como a distribuidora paraense, poderiam surgir dificuldades para conseguir estes recursos. “Isso seria bom para empresas com situação equilibrada e ruim para outras com situação com desequilíbrio e penalizadas [pelo regulador]”, afirmou Castro. Para Nivalde de Castro, a questão a partir de agora é saber como será o impacto para a situação operacional da companhia, uma vez que será difícil obter financiamentos e coloca a empresa com restrições para obter mais recursos. Ele salientou que a companhia depende de ter recursos para realizar os investimentos na operação, visto que o Pará é um grande território com uma extensa área de distribuição.
Dia 6: Petronotícias - Energia solar no Brasil só será mais barata em 5 anos O pesquisador na área de financiamento da expansão do setor elétrico e integrante do corpo de pesquisadores do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) – UFRJ, Roberto Brandão, conversou com o repórter Estephano Sant’Anna sobre os desafios que a energia solar enfrenta para se firmar no país e no mundo.
Janeiro Dia 27: Valor Econômico- Regras vão permitir que casas tenham microusinas A médio e longo prazo acredita-se que a energia solar terá o mesmo destino das eólicas. "A dificuldade da energia solar é que o Brasil vive o paradoxo da abundância energética", comenta Nivalde José de Castro, coordenador do GESEL-UFRJ. "Mas acredito que essa fonte pode chegar a uma situação semelhante a das eólicas num futuro próximo."
Dia 12: Jornal da Energia - MPX e E.On: analistas veem negócio como importante para o País O negócio entre a brasileira MPX e a alemã E.On, oficializado nesta quarta-feira (11/1), movimentou o setor elétrico e foi um grande passo para as duas empresas, segundo analistas de mercado. Segundo o professor do GESEL/UFRJ, Nivalde de Castro, a decisão da E.On entrar no País é uma tendência mundial. “Novos players têm planos de investir por aqui. Isso porque o setor elétrico é bem estruturado, e principalmente com o crescimento das fontes renováveis. A E.On foi inteligente, já que preferiu não correr riscos de ir para leilões e se firmar direto com uma empresa doméstica”, avalia.
Dia 11: Jornal da Energia - Fusões e aquisições no setor elétrico crescem 20% em 2011, diz KPMG Para o professor do Grupo de Estudos o Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-RJ), Nivalde de Castro, as fusões no setor elétrico são reflexos, acima de tudo, de um cenário macroeconômico importante do Brasil. “O País está se posicionando de um maneira diferente do mundo. Hoje, temos uma política econômica bem definida e com grandes possibilidades para investimentos”, considera. Castro também elogia a regulação, vista por ele como importante incentivo aos empreendedores. A atuação da EPE, órgão de planejamento do governo para o setor, e a atuação da Aneel são elogiadas pelo acadêmico. "Com o terceiro ciclo (de revisão tarifária das distribuidoras), que preza pela modicidade tarifária, haverá uma redução de custos no preço da energia e a consequência será um maior volume de negócios”, completa.
Um documento do GESEL-UFRJ sobre o PDE 2020 mostra que as dificuldades para licenciamento de linhas de transmissão podem comprometer diretamente a expansão da matriz elétrica brasileira. Além disso, há uma preocupação no que diz respeito ao avanço da fronteira elétrica brasileira, que aos poucos acabou chegando na região Amazônica, o que exigirá grandes linhões de transmissão - e maiores impactos no meio ambiente. Um dado do estudo mostra que, dentre os lotes de concessões de linhas de transmissão contratados entre 1999 e 2009, um grande número de projetos estão atrasados - montante “muito superior às antecipações, independente das concessões serem empreendimentos públicos, privados e em parceria público-privado”. O GESEL também aponta entraves no licenciamento no setor de geração, notadamente quanto às hidrelétricas. Um bom exemplo é o resultado leilão A-5, em que apenas uma UHE teve sua energia comercializada. Um exemplo deste cenário que envolve os atrasos no setor de transmissão e que, segundo o GESEL, pode comprometer o PDE 2020, é o escoamento da energia da hidrelétricas do Complexo Madeira - Jirau e Santo Antônio. A conclusão final do estudo, que tem como objetivo principal apontar os entraves do setor elétrico, também mostra que as usinas eólicas e a biomassa são consideradas, no PDE, como complementares às hidrelétricas. No planejamento, porém, elas são mostradas como com geração contínua durante o período seco, o que é visto como "bastante questionável", ao menos quanto à geração a vento, "dada a pouca quantidade de medições dessa fonte e pela sua concentração na região Nordeste". Para o grupo, haverá necessidade de complementação termelétrica.
Um terço das usinas de fonte eólica com outorga de concessão concedida encontra-se com atrasos. Esses empreendimentos fora de prazo contabilizam 1,6GW, dos quais 680MW são do primeiro certame voltado à geração dos ventos, realizado em 2009. O restante é de plantas que venderão a produção no mercado livre ou para autoprodução. Os números aparecem em análise do GESEL-UFRJ sobre o Plano Decenal 2020. De olho no planejamento, os especialistas mostram preocupação e alertam que a maior parte dos atrasos tem acontecido devido ao licenciamento ambiental ou à dificuldade de obtenção de financiamento. O levantamento, porém, faz a ressalva de que não existe ausência de recursos para empréstimos ao setor, mas sim "dificuldades de alguns empreendedores em atenderem às exigências do BNDES, sobretudo no que se refere às garantias".
Os jornais La Razón e Energy Press reproduzem em espanhol artigo de opinião sobre Belo Monte publicado no dia 03 de janeiro no Valor. O texto defende a construção da usina baseando-se em três fatores principais. 1) o Brasil precisa de energia elétrica em volumes crescentes para sustentar seu crescimento; 2) qualquer nova usina elétrica impacta o meio ambiente; e 3) os recursos energéticos são escassos e nem todos são renováveis. Destaca que o Brasil tem uma matriz elétrica com 87% de energias renováveis, enquanto que a média mundial é de 19%. “Manter a matriz elétrica renovável será, cada vez mais, um diferencial internacional competitivo, econômico e ambiental”. Conclui que, diferentemente do resto do mundo, o Brasil é totalmente auto-suficiente em recursos energéticos. Links para o artigo
Dia 3: Jornal Valor Econômico- A real questão de Belo Monte: ter ou não ter Neste artigo do GESEL publicado no Valor Econômico, os autores (Nivalde J. de Castro, Guilherme de A. Dantas e André da Silva Leite) debatem a polêmica gerada em torno da construção da hidrelétrica de Belo Monte. A discussão é baseada em análises técnicas, econômicas e jurídicas. Para eles, considerando que o Brasil apresenta perspectivas macroeconômicas muito positivas, será preciso aumentar a produção industrial e a oferta de serviços, exigindo, obrigatoriamente, maior consumo e geração de energia elétrica. A crítica central à Belo Monte é quanto aos impactos ambientais e sociais. No entanto, os autores rebatem essa crítica afirmando que todas as grandes hidrelétricas em construção, incluindo Belo Monte, estão respeitando a Constituição de 1988 e a legislação ambiental, reinvestindo 10% do custo total das obras em ações que mitiguem os impactos na flora, fauna e invistam nos sistemas de saúde, educação, saneamento etc., garantindo ao mesmo tempo, o aumento da oferta de eletricidade. Por fim, os autores afirmam que o Brasil tem completa e absoluta segurança energética. Para ler o texto, clique aqui.
2011 Dezembro Dia 10: Jornal O Globo- Artigo elaborado pelo coordenador do Gesel é publicado no jornal O Globo O artigo "A Melhor Opção", elaborado pelo coordenador do Gesel, Prof. Nivalde de Castro, foi publicado no Jornal O Globo. O texto aborda a importância da construção da Usina Belo Monte, dados do empreendimento e os benefícios que ela pode apresentar ao Brasil, argumentando em defesa da terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Para ler o texto, clique aqui.
Dia 19: Deutsche Welle - Repercussão internacional de Belo Monte preocupa governo brasileiro Parte do artigo "Belo Monte, um desafio e muitas externalidades na sua construção", elaborado pelo coordenador do Gesel, Prof. Nivalde de Castro, foi publicado no site Deutsche Welle. Castro ressalta que o Brasil prioriza a exploração do seu potencial hidroelétrico, estimado em cerca de 150 mil megawatts. "Por ser totalmente nacional, o único risco é o hidrológico (chover ou não), seu impacto ambiental é localizado e o Brasil desenvolve, em velocidade surpreendente, novas tecnologias para mitigar os impactos ambientais, sociais e econômicos. E essa é hoje a energia elétrica mais barata obtida no mundo, situando-se em torno de U$ 45 o MW/h", analisa o especialista. Sobre Belo Monte, Castro dá destaque à construção do reservatório com a construção de uma central do tipo fio d'água, com redução do espaço alagado e as turbinas do tipo bulbo – que ficam deitadas e são acionadas pelo movimento-fluxo das águas do rio. "Esta central hidrelétrica irá beneficiar mais de 10 milhões de famílias pelos próximos 50 anos ao menor custo do MW/h em construção no mundo atual. Qualquer país do mundo que tivesse este potencial ao seu dispor a este custo – que iria beneficiar uma quantidade tão grande de famílias, por um prazo tão longo, adotando práticas ambientais rigorosas – teria tomado a decisão de política energética que o Brasil tomou: construir Belo Monte", conclui Nivalde de Castro. Para ler o artigo, clique aqui. Para ler a matéria publicada, clique aqui.
Dia 4: O Estado de S. Paulo - Usina Santo Antônio entrará em operação neste mês A Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), vai começar a gerar energia na segunda quinzena deste mês. A primeira das 44 turbinas da usina será acionada em um evento, que deve contar com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff. Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, o início da operação é um marco histórico para o setor elétrico brasileiro porque é o primeiro dos grandes empreendimentos previstos para a região amazônica, que terá outras hidrelétricas como Jirau, também no Rio Madeira, e Belo Monte, no Xingu (PA). Para ler o texto, clique aqui.
Dia 14: ISRIA- Estudo realizado pelo Gesel é citado no site internacional ISRIA O site ISRIA, que cobre notícias sobre geopolítica e diplomacia, traz uma matéria publicada originalmente na Agência Brasil sobre pesquisa que ressalta os benefícios da usina de Belo Monte. O estudo, realizado por especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta que a hidrelétrica terá menos impactos ambientais do que alternativas com combustíveis fósseis, e será mais barata do que outras fontes de energia renováveis. “O estudo deixa claro que as usinas hidrelétricas oferecem a melhor relação custo-benefício se comparado com outras fontes de energia”, diz um dos pesquisadores. O texto menciona que a construção de Belo Monte tem sido alvo de críticas e batalhas judiciais há décadas e que o governo defende que o projeto deve seguir adiante. Para ler o texto, clique aqui. (em inglês)
Dia 7: Canal Energia - Artigo elaborado por pesquisadores do Gesel é publicado no site Canal Energia O artigo "Causas e consequências do Terceiro Ciclo de Revisão Tarifária das Distribuidoras Brasileiras", metodologia aprovada pela Aneel em novembro deste ano, foi publicado no Canal Energia. O texto apresenta uma análise com base na evolução histórica deste condicionante contratual das Distribuidoras, concluindo que dado o momento econômico e cenário macroecômico, a captura dos beneficios financeiros em prol da modicidade tarifária é factível e suportável. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
As vésperas do último leilão de transmissão deste ano, marcado para 16 de dezembro, o especialista em linhas de transmissão do GESEL/UFRJ, Roberto Brandão acredita que haverá uma participação pequena de empresas espanholas, mas também aposta na chegada dos chineses. "A crise na Europa poderá afetar os leilões, sim. Boa parte dos projetos participantes nos certames de 2005 e até 2008 era de empresas espanholas, que levaram quase tudo. Agora, o cenário é outro, e para participar de leilões essas empresas precisam se financiar na Europa e aqui. A situação está desfavorável e a estratégia de operar como concessionária sozinha não existe - a maioria está se associando a uma construtora”, explica. Ainda assim, Brandão podera que as europeias "não são cartas fora do baralho”. Quanto aos chineses, Brandão explica que são investidores agressivos, com interesse em contratos de longo e curto prazos, Ele faz uma ressalva, porém, para demonstrar a imprevisibilidade desses players. "Eu esperava mais dos chineses nos últimos leilões, uma participação mais agressiva. E no último eles só assistiram”.
O site Ambiente Energia (http://www.ambienteenergia.com.br), publicou o Texto de Discussão do Setor Elétrico nº. 42 do GESEL, “Eficiência Energética na Iluminação Pública e o Plano Nacional de Eficiência Energética”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, o início da operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), é um marco histórico para o setor elétrico brasileiro porque é o primeiro dos grandes empreendimentos previstos para a região amazônica, que terá outras hidrelétricas como Jirau, também no Rio Madeira, e Belo Monte, no Xingu (PA). A Usina Santo Antônio terá capacidade instalada de 3.150 megawatts e é operada pelo consórcio Santo Antônio Energia, formado pela Andrade Gutierrez, Furnas Eletrobras, Cemig, Odebrecht e Banif. As informações são da Agência Brasil.
Novembro Nivalde de Castro, coordenador do GESEL/UFRJ, em entrevista quanto a possibilidade do governo retirar a indexação à inflação dos contratos dos próximos leilões de energia nova, disse que do ponto de vista da política monetária brasileira, a proposta é muito interessante. Inclusive, ainda de acordo com ele, essa proposta foi estudada em 2004 e 2005 e pensou-se em criar um índice de inflação específico para o setor elétrico, mas isso não foi adiante. No entanto, o problema, segundo ele, de se tirar a indexação das tarifas é que isso esbarra numa série de dificuldades no que diz respeito ao financiamento dos projetos. "Na realidade, como os contratos são de longo prazo, eles que dão a garantia para a obtenção do financiamento, sendo que o financiamento é indexado também", observou. Para Castro, na hora em que se tira na ponta da venda da energia a indexação da tarifa, cria-se um risco inflacionário, por que vai ser gerado um custo para o empreendedor na hora de obter o financiamento do BNDES. "Eu acho difícil a implementação dessa proposta. Mas a idéia é pertinente para a indexação dos custos das distribuidoras pelo IGP-M. Essa cláusula foi criada nos anos 90 para atrair os investidores internacionais, mas hoje isso não tem mais o menor sentido", comentou o professor. Outubro Dia 28: Valor Econômico- Apagões mais longos deixam país sem luz 18 horas por ano A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), governos estaduais e grandes indústrias entraram em estado de alerta com o nível de apagões registrados nos últimos três anos. Com atrasos em 48% das obras no sistema de transmissão e fenômenos climáticos que atingem com força a rede de distribuição, cada brasileiro fica, em média, 18,52 horas por ano sem luz, segundo dados levantados até junho pela Aneel. Pelo terceiro ano seguido, a duração das interrupções no fornecimento de energia elétrica supera o número máximo de horas permitido às empresas distribuidoras, além de manter-se 12% acima do verificado em 2008. Das cinco regiões do país, só o Sul e o Centro-Oeste melhoraram seus indicadores desde então. (...) Apresentar uma verdadeira radiografia do setor energético da América do Sul. Esta é a proposta do estudo “Arranjos Técnicos e Comerciais para um Mercado Sulamericano de Energia Elétrica”, divulgado nesta segunda-feira (24/10) com exclusividade para o Jornal da Energia. Elaborado pelas Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade de São Paulo, o estudo teve a participação de 22 grandes empresas do setor elétrico - entre elas AES, Cemig, Tractebel, EDP do Brasil, Duke Energy, além das consultorias Andrade & Canellas e PSR. (...) Dia 19: O Estado de S. Paulo - Distribuidoras criticam novo indicador da Aneel A mudança dos parâmetros de reajuste é tão polêmica que não há consenso nem entre pesquisadores de renomadas universidades. O professor Nivalde de Castro e os pesquisadores Roberto Brandão e Luiz Ozório, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, divulgaram um estudo em junho em que afirmam que as mudanças propostas pela Aneel não devem diminuir a capacidade de investir das distribuidoras. Setembro Dia 9: RTP - Eletrobrás reitera interesse na EDP Também Nivalde de Castro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, salientou a importância de a Eletrobrás poder vir a entrar no capital da EDP, "uma empresa que é muito conceituada no Brasil".
Agosto A energia elétrica como instrumento de integração do continente latino-americano é o tema do 6o Seminário Internacional do Setor de Energia ELétrica (SISEE), que reúne, até esta terça-feira (30), especialistas do Brasil, Chile, Peru, Colômbia e El Salvador. O encontro ocorre no antigo galpão do Nandeva, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). (...)
Dia 24: Jornal da Energia - Preços da energia eólica no Uruguai refletem os praticados no Brasil Seguindo os passos da experiência brasileira, o leilão de energia eólica promovido pelo governo do Uruguai nesta terça-feira surpreendeu pelos preços. Os parques fecharam a venda de sua produção, em média, por algo entre US$63 e US$67 por MWh, patamar semelhante ao praticado no último certame brasileiro - onde a média foi de pouco mais de US$60. A principal explicação encontrada para esse nível de preços é a mesma verificada no Brasil: o estoque das empresas fornecedoras de turbinas com a crise e diminuição de demanda na Europa. Outro fator, esse, em particular, da economia uruguaia, é o incentivo estabelecido pelo governo. Esse ponto é ressaltado também pelo coordenador do GESEL-UFRJ, Nivalde de Castro. "Esses preços refletem os praticados no Brasil, pela conjuntura econômica favorável e pela relação bastante intensa com a Eletrobras", afirma o especialista, que lembra também que o benefício oferecido pelo governo é resultado do déficit de oferta de energia no país.Dia 24: Canal Energia - Repotenciação para atender horário de ponta é viável, mas não é suficiente O professor Nivalde de Castro, coordenador do GESEL/UFRJ, considera que a utilização da ampliação da capacidade das usinas viável para atender o horário de ponta. Porém, Castro afirmou que essa ampliação não é suficiente para atender às necessidades do mercado energético brasileiro de uma forma geral, dado o porte dele. Ele citou um estudo do próprio Gesel, onde mostra que não há uma boa relação custo-benefício para a sociedade. “Talvez o mais importante é fazer leilões para energia na ponta, usando hidrelétricas que tenham capacidade para instalar novas turbinas e geradores, só para atuar na ponta”, completou.Dia 23: Brasilians - Marco regulatório está em processo de evolução O coordenador do GESEL/UFRJ, Nivalde de Castro, defendeu que o marco regulatório do setor elétrico brasileiro está em processo de evolução. De acordo com o professor, as crises econômicas dos anos 80 indicaram a necessidade de redefinição do papel do Estado nos setores de infraestrutura. Com a Constituição de 88, incorporam-se elementos para a criação de um novo modelo, baseado em fundamentos liberais. Na esteira de soluções dos desequilíbrios financeiros, a diminuição das despesas e a redução do papel do Estado, aumentando as receitas por meio das privatizações. “A crise de racionamento é um momento de consolidação desse marco regulatório, porque ele garante que os impactos da crise de racionamento fossem assimilados. Então, não há perda por parte das distribuidoras em relação à crise”, disse Castro. “Em 2002, tinha-se que dar um sinal, para as distribuidoras, de um aumento de remuneração, através do aumento da tarifa, por conta daquele momento crítico do apagão, e daquele momento pré-eleitoral, cujas taxas de câmbio estavam extremamente elevadas”, completou.Dia 18: Canal Energia - GESEL aposta em elevação da capacidade reduz preço de energia eólica Nivalde de Castro, Coordenador do Gesel, destaca o baixo preço das eólicas nos leiloes A-3 e de energia de reserva. Os empreendedores estão apostando em uma elevação do fator de capacidade que, com a adoção de novas tecnologias de equipamentos, poderá fazer com que passe de 45% para 60%. Mas ele ressaltou que será necessário observar como as eólicas irão se comportar diante dos custos de instalação e de manutenção. Nivalde também analisou as duas térmicas a gás natural que foram vendidas, a unidade que a MPX projeta ser construída no Maranhão e a UTE Baixada Fluminense, da Petrobras. “O resultado já era o esperado, pois ganharam as duas empresas que mantém produção própria do insumo. Isso porque estas duas unidades não têm a inflexibilidade cobrada pela Petrobras para os demais participantes do leilão. Eles podem correr o risco de despacho. Como são proprietários do gás, não é problema despachar ou não e entra no portifólio de energia. E ganha uma energia própria que é aquela para manter a usina disponível”.Julho A próxima quinta-feira, 28 de julho, é o último dia do Seminário "Brasil e China na área de Mudanças climáticas", no Rio de Janeiro. Promovido pela Coppe-UFRJ, o objetivo do seminário, que reúne especialistas e representantes dos dois países, também será discutir a posição do Brasil e da China na Rio + 20, Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, que será realizada em junho de 2012. O seminário, que começa às 9h nesta quinta, inclui em sua programação a apresentação de projetos e pesquisas na área de energias renováveis e terá a presença da secretária de economia verde do estado do Rio de Janeiro, Suzana Kahn.Membros do grupo Gesel também participam do Seminário. Dia 22: Agência Canal Energia - Elektro poderá ser utilizada em uma negociação com a Previ A Elektro deverá sim ser utilizada como moeda de troca, principalmente com a Previ, para que a Iberdrola consiga o controle acionário da Neoenergia. Atualmente, a empresa espanhola possui 39% de participação na Neoenergia, enquanto a Previ e um fundo do Banco do Brasil detém os outros 61%. Na última quinta-feira, 21 de julho, o presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, afirmou que está negociando para ter o controle do grupo brasileiro. O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel/UFRJ), acredita que a Elektro será utilizada em uma negociação com a Previ. "Quando a Iberdrola comprou a Elektro, nosso grupo avaliou que isso foi uma estratégia que ela tinha, porque a Elektro é um ativo muito melhor para a CPFL, por causa da área de concessão, e o que a Iberdrola quer é o controle da Neoenergia", declarou. Com a negociação, ainda de acordo com Nivalde, a CPFL ganharia economia de escala e a Iberdrola ganharia autonomia para ter uma atuação mais agressiva aqui no Brasil.Dia 19: Brasil Econômico - Brasil dependerá cada vez mais das termelétricas Para o coordenador-geral do GESEL/UFRJ, Nivalde de Castro, a política energética do país tem tido planejamento responsável. Para ele, o problema está na necessidade do governo em regular a oferta das térmicas diante dos exemplos de atraso de fornecimento como dos empreendimentos do grupo Bertin. Segundo João Carlos Melo, especialista e sócio da consultoria Andrade & Canellas, as termelétricas a gás já apareceram muito fortes no leilão A-3 e deverão voltar no A-5, previsto para o final do ano. Para o especialista, a falta de referência sobre termelétricas no fornecimento de 2014 evita suposições de que a matriz energética brasileira esteja se tornando "suja". Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, diz que a perspectiva de não tratar das térmicas surgiu durante a eleição de Dilma Rousseff diante das críticas em torno da expansão da termelétricas a óleo combustível, mas evitá-las é impossível.Dia 08: Valor Econômico - Entrada da Eletrobras na EDP pode ocorrer em setembro O grupo EDP acredita que a alienação de parte do capital da empresa que está nas mãos do governo de Portugal possa acontecer em setembro. A direção da companhia portuguesa considera "bem possível" a entrada da Eletrobras no seu capital, mas ressalta que a decisão sobre quando e para quem vender caberá ao governo do país europeu.A privatização da EDP ainda depende de definições por parte do governo português, segundo António Ferreira da Costa, diretor de geração da EDP Holding. O executivo disse que, apesar do estado deter 25% de participação, 5% estão direcionados a obrigações da companhia com papéis conversíveis em ações. Ou seja, o governo teria 20% da empresa para serem vendidos. (...) Costa participou do Seminário Gesel/UFRJ-EDP Brasil realizado nesta quinta-feira, 7 de julho, no Rio de Janeiro. A Eletrobras já confirmou que está estudando a entrada na empresa portuguesa. Dia 07: Canal Energia - ONS mostra preocupação com descasamento entre eólicas e transmissão O diretor geral do ONS, Hermes Chipp, apontou o descasamento dos cronogramas de transmissão e das eólicas que têm participado dos leilões como motivo de preocupação. Segundo ele, o tempo entre o leilão de transmissão (ICGs e de reforços) e a entrega da energia é insuficiente para adequação do sistema. Em palestra no Seminário GESEL/UFRJ - EDP Brasil, realizado nesta quinta-feira, 7 de julho, no Rio de Janeiro, Chipp afirmou que as preocupações com o descasamento se justificam ao verificar a possibilidade de um gap de sete meses entre a entrega da energia, quando a usina está pronta, e o início da operação comercial. A emissão das licenças de instalação das linhas consome, em geral, 17 meses. "A transmissão não pode continuar correndo atrás da geração, porque isso acarreta atrasos no prazo de entrega da energia", disse o executivo. Segundo ele, as incertezas na transmissão são um risco que podem influenciar no preço da energia.Dia 07: Valor Econômico - EDP considera “bem possível” venda de parte do capital para Eletrobras "Vemos a possibilidade de entrada da Eletrobras como possível, bem possível. Mas quero dizer que essa decisão é do acionista, ou seja, do governo português. É ele o detentor das ações e será ele quem decidirá a forma de privatizar a EDP", afirmou António Ferreira da Costa, administrador da EDP Produção, que participou de seminário técnico promovido pelo GESEL, da UFRJ, que reuniu técnicos dos dois países, no Rio de Janeiro.O coordenador do GESEL/UFRJ, Nivalde de Castro, avalia que será difícil estabelecer o valor da oneração para cada UHE no processo de renovação das concessões. Segundo ele, o que deverá ser aplicado é um corte de 20% a 30% sobre o que elas hoje vendem no mercado para que isso beneficie a sociedade e estudar cada caso para saber em qual estágio de amortização as usinas se encontram. “De imediato um corte de alguma percentagem sobre o que elas hoje vendem no mercado, seja da RAP, seja das usinas chamadas velhas, fazer um desconto para imediatamente isso beneficiar a sociedade como um todo e estudar caso a caso. Em cima dessa diferença, criar um mecanismo de ativo regulatório”, explicou. “Então, o governo vai ter de dosar um pouco esse corte a fim de não torná-las incapazes de continuar investindo e ao mesmo tempo trazer um benefício, que é a redução do custo da energia que está dentro das tarifas.” diz Nivalde. Junho Dia 20: O Estado de São Paulo - Novas usinas deixam sistema vulnerável “(...) A solução para contornar o problema da entrada de usinas a fio d"água no sistema, que foi criado para resolver outro problema (dos impactos ambientais), é diversificar as fontes de energia, avalia o professor da UFRJ, Nivalde Castro. Hoje, 75% da matriz brasileira é hídrica e 15%, térmica. O restante vem de usinas eólicas, nucleares, de biomassa e de PCH. Para Castro, o Brasil não pode renunciar às hidrelétricas, mesmo que elas sejam construídas sem reservatórios. Ele acredita que o caminho do governo de apostar na energia eólica e bioeletricidade para complementar o sistema é positivo. No Nordeste, onde está o maior número de projetos eólicos, o período seco coincide com o maior volume de ventos. Já no Sudeste, a safra de cana ocorre no período de estiagem, que reduz o nível dos reservatórios. Essa lógica está traduzida no Plano Decenal 2011/2020. No planejamento, as fontes alternativas vão alcançar 16% da matriz até o fim da década. Mas há quem discorde. Afinal, essas fontes também dependem de condições climáticas.”Dia 20: O Estado de São Paulo - Belo Monte vai mudar operação do sistema elétrico “(...) A diversificação da matriz e a opção por usinas a fio d"água, para reduzir impactos ambientais, vai pesar no bolso do consumidor, que já paga uma das maiores tarifas do mundo, diz o vice-presidente da CNI, José de Freitas Mascarenhas. Nivalde Castro, da UFRJ, pondera, porém, que essa não é uma peculiaridade brasileira. "O aumento dos preços de energia é uma tendência mundial."”Dia 11: O Estado de São Paulo - Empresas com dívidas podem ser negociadas As distribuidoras de energia elétrica que têm "gestão deficiente" ou "endividamento excessivo" podem ser alvo de um movimento de compra das grandes empresas do setor, caso o governo adote as regras em estudo para o chamado terceiro ciclo de revisão tarifária. "Tais empresas encontrarão problemas para absorver margens mais estreitas, sendo fortes candidatas à aquisição por grupos mais fortes e com bom histórico de administração de concessões de distribuição", argumentam os pesquisadores do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os pesquisadores do Gesel destacam que o universo de distribuidoras de energia é "heterogêneo". Enquanto as principais empresas têm bom caixa, outras se encontram em situação pior, especialmente as que atuam no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, "onde há necessidade de investimentos significativos". Por isso, o Gesel considera que a "força financeira" dos grupos controladores das distribuidoras tende a ser um diferencial competitivo importante com a entrada em vigor do novo ciclo de revisões tarifárias, que provavelmente ocorrerá em setembro.Dia 11: O Estado de São Paulo - Estudo descarta prejuízo para setor de energia As mudanças nas regras de ajuste das tarifas elétricas, em estudo pelo governo, não devem diminuir a capacidade de investir das distribuidoras de energia. Para o GESEL/UFRJ as empresas terão apenas que diminuir o volume de dinheiro que atualmente distribuem a seus acionistas para bancar os investimentos. O professor Nivalde de Castro, coordenador do GESEL, e os pesquisadores Roberto Brandão e Luiz Osório reconhecem que o ciclo de revisão vai reduzir o fluxo de caixa operacional das empresas, mas discordam das distribuidoras quanto aos efeitos dessa queda. "A consequência não deve ser um menor nível de investimentos, com tem sido afirmado, mas a adoção de um novo mix de financiamento ao investimento", diz os autores do estudo. "Uma parte maior dos lucros precisará ficar retido e transferido aos consumidores, sob a forma de tarifas mais baixas, e as distribuidoras passarão a custear os investimentos com um mix de lucros retidos e novo endividamento", argumenta Nivalde. Para chegar a essa conclusão, o GESEL avaliou o desempenho financeiro de 2009 das nove distribuidoras que tiveram a última revisão tarifária antes daquele ano.Dia 10: O Globo - Estudo defende a opção brasileira pela UHE de Belo Monte O GESEL/UFRJ concluiu um estudo defendendo a opção brasileira pela UHE de Belo Monte. O documento diz que, comparativamente às demais fontes de energia, a usina é a única hoje que atende aos três critérios centrais para o planejamento da matriz energética: garantir o suprimento com modicidade tarifária e promoção da sustentabilidade ambiental. O estudo compara: enquanto os custos para reduzir os impactos socioambientais de Belo Monte na região foram estimados em R$ 3,3 bilhões, os de uma térmica a gás natural que substituísse a hidrelétrica atingiriam R$ 24,125 bilhões, quase 8 vezes maior. A vantagem do empreendimento do Rio Xingu, diz o estudo assinado pelos economistas Nivalde de Castro, coordenador do GESEL, André Luis da Silva Leite e Guilherme de A. Dantas, se repete quanto à tarifa, à capacidade de geração, ao custo de instalação, à área ocupada e à ausência de emissão de gases poluentes. Para Nivalde, a produção e o consumo de energia vão "necessariamente" provocar impactos ambientais. Mas o objetivo é chegar à otimização dos recursos, uma vez que 70% do aproveitamento hidrelétrico brasileiro estão na região Amazônica.(...) Es con ese espíritu que el Grupo de Estudios del Sector Eléctrico de la Universidad Federal de Río de Janeiro, con el auspicio de la CAF y del Banco Mundial, organizaron el seminario “Construcción de Centrales Hidroeléctricas y Mitigación de Impactos Socio Ambientales: experiencias internacionales”, a desarrollarse los días 9 y 10 de junio próximos, en La Paz. Junto con conferencistas de las principales empresas estatales del sector eléctrico de Brasil, miembros del Gobierno y representantes de los movimientos sociales en Bolivia tendrán la oportunidad de compartir experiencias e intercambiar criterios en un tema prioritario y desafiante de la actualidad de nuestros dos países. Maio Dia 23: Brasil Econômico - Condições energéticas ímpares Em artigo publicado no periódico Brasil Econômico, o coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, expõe seu ponto de vista sobre as transformações no cenário energético mundial e a inserção do Brasil neste panorama. Segundo o coordenador do GESEL, “pode-se concluir que o Brasil para as próximas décadas não terá problemas de segurança energética e de restrições à ampliação da oferta de energia limpa, renovável e a custos relativamente baixos. Estas possibilidades reais garantem as bases para a ampliação da competitividade econômica e ambiental do Brasil em relação ao resto do mundo”.Abril Em parceria com a Usina Hidrelétrica de Itaipu, o Gesel da UFRJ vai implantar um curso de pós-graduação sobre a integração energética na América Latina. “Não há melhor lugar no Brasil para realizar esse curso do que em Itaipu, que é um exemplo concreto e objetivo de sucesso de integração energética”, disse o coordenador do Gesel, professor Nivalde de Castro. Em Foz do Iguaçu, onde fica a usina, iniciou suas atividades acadêmicas, no segundo semestre de 2010, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que participará da iniciativa cedendo espaço físico e sua estrutura acadêmica. A Unila tem um corpo docente integrado por professores brasileiros e de outros países da América Latina. “A ideia é desenvolver um curso de especialização, pós-graduação e trazer alunos de vários países da América Latina para ficar aqui em tempo integral, de aproximadamente quatro meses”, explicou Castro. O início do curso está previsto para março de 2012. O Gesel deverá ter um laboratório de pesquisas na Unila, para aulas complementares. Os alunos farão estágio em Itaipu. O curso será destinado a alunos já graduados nas áreas de engenharia, economia e administração, oriundos dos países envolvidos com a integração energética: Brasil, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Bolívia e Peru e os da América Central. “É importante para o consórcio [Norte Energia] ter um autoprodutor puro-sangue”. Essa é a opinião do coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ), Nivalde de Castro, sobre a entrada da mineradora Vale no grupo empresarial que vai construir a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Castro disse à Agência Brasil que a Vale, como consumidor intensivo de eletricidade, precisa de energia a custo baixo para desenvolver suas atividades produtivas. “Nós avaliamos que, com a Vale entrando no consórcio, há melhoria qualitativa na sociedade de propósito específico (SPE). Porque ela tem interesses muito bem definidos, precisa muito dessa energia para ganhar competitividade na indústria metalúrgica e de mineração. E ela vai, com isso, aumentar a sua capacidade de autoprodução. Vai passar de 60%”. Para ele, a Vale vai impor, dentro do consórcio, uma governança corporativa muito eficiente e que, de certa maneira, vai contribuir para que a obra seja concluída dentro do prazo e a um custo menor. Na área social, a entrada da Vale não terá nenhum impacto. “Belo Monte está muito bem equacionada em relação aos impactos ambientais, econômicos e sociais”.Artigo: "Crise nuclear japonesa e o advento de um novo cenário energético" "(...)o acidente nuclear japonês determinou uma importante mudança no cenário energético global, em especial para os países desenvolvidos e emergentes economicamente mais expressivos e que tem ou planejam desenvolver/expandir a indústria nuclear. (...) com a redução e postergação dos investimentos em energia nuclear se tornará mais difícil garantir a segurança energética e reduzir as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico. Com isso, políticas mais agressivas de fomento à inovação tecnológica serão adotadas, representando custos mais altos no curto e médio prazo. Finalmente destaca-se que no front das negociações ambientais, avanços e vitórias nos acordos internacionais, como, por exemplo, o Protocolo de Kyoto, serão mais lentos, duros e difíceis de se concretizarem."Março Dia 7: O Estado de São Paulo - Conta de luz deve subir 8% para o consumidor até 2015 "O governo contratou quase 10 mil MW de termoelétricas movidas a diesel e óleo combustível, que custaram entre R$ 139 e R$ 164 o MWh apenas pela disponibilidade (se precisarem ser acionadas, o custo sobe para mais de R$ 500). Até 2010, essas novas usinas contribuíram para elevar em 36% (de R$ 75 para R$ 102) o custo médio do mix de energia vendida às distribuidoras, segundo o trabalho. Por outro lado, como as novas hidrelétricas são a fio d'água, o sistema exigirá a entrada em operação de mais térmicas para preservar os reservatórios em períodos mais secos, observa o professor da UFRJ, Nivalde Castro. Na opinião dele e dos representantes das associações, a grande esperança para reduzir o custo das tarifas está no fim dos contratos de energia velha (de usinas antigas, já amortizadas), a partir de 2013."Fevereiro Nivalde de Castro faz uma análise justificando a construção da UHE de Belo Monte a despeito das críticas internacionais, mostrando como essas desconsideram os pesados investimentos em mitigações dos impactos ambientais e como a construção da mega usina vai de acordo com as prioridades estratégicas brasileiras.Dia 21: Canal Energia - MP 501 abre espaço para Bertin repassar usinas "(...)Na época do leilão, o país passava pela crise financeira mundial e a Bertin teve dificuldades de conseguir financiamento e aportar garantias. Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, a empresa poderá ter que vender parte ou a totalidade dos contratos fechados em 2008.(...)"Dia 19: DW-World - Repercussão internacional de Belo Monte preocupa governo brasileiro "Ministério Público aponta irregularidades e questiona viabilidade da hidrelétrica, que é vista com desconfiança no exterior. Já governo brasileiro defende que a obra tem que sair e diz que sociedade local apoia projeto: (...)'Esta central hidrelétrica irá beneficiar mais de 10 milhões de famílias pelos próximos 50 anos ao menor custo do MW/h em construção no mundo atual. Qualquer país do mundo que tivesse este potencial ao seu dispor a este custo – que iria beneficiar uma quantidade tão grande de famílias, por um prazo tão longo, adotando práticas ambientais rigorosas – teria tomado a decisão de política energética que o Brasil tomou: construir Belo Monte', conclui Nivalde de Castro."Dia 18: COP - Delegação boliviana é apresentada à excelência de Furnas "A delegação foi acompanhada pelo secretário do Itamaraty, Gregory Beshara; os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica (UFRJ/Gesel), Victor Klagsbrunn e Guilherme Dantas; (...)Os professores da UFRJ/Gesel estão auxiliando os visitantes no entendimento das características técnicas e econômicas do setor elétrico brasileiro, do Sistema Eletrobras e do papel estratégico de Furnas."Dia 15: O Estado de São Paulo - Linhão de Jirau atrasa e prejudica usina "(...)O atraso na liberação de licença ambiental para a construção da linha de transmissão de energia do Complexo do Rio Madeira pode comprometer a rentabilidade do projeto de Jirau. O atraso no início do funcionamento não tem nenhum impacto no atendimento da demanda, dizem especialistas. Em dezembro, o Ibama concedeu a licença prévia de construção do canteiro da obra, o que permite que os equipamentos da linha de transmissão comecem a ser depositados no local. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nivalde Castro lembra que o consórcio não tem sequer como pressionar os construtores do linhão, já que o atraso se deve à liberação da licença ambiental. "O problema mostra que, apesar do sucesso do modelo que privilegia a modicidade tarifária nos leilões de geração, ainda é preciso melhorar o formato do leilão de linhas de transmissão", avalia. Segundo ele, o problema não vai afetar a Usina Santo Antônio, também no Madeira, porque ela possui uma linha alternativa que estará concluída no prazo e permitirá a antecipação da venda da energia regionalmente.(...)"Dia 9: Valor Econômico - Indústria quer cobrar prejuízos com apagão "(...)O número de pequenos apagões tem crescido fortemente. O aumento do tempo e da frequência dos cortes de energia mostra uma queda no nível de qualidade do serviço, reflexo de atrasos e falta de investimentos em manutenção em diferentes elos da cadeia de fornecimento de energia. Esse acompanhamento é realizado pela Aneel, mas na prática, exerce pouca pressão sobre as empresas, segundo Nivalde José de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ (Gesel). Isso porque o valor gerado pelas multas era destinado a um fundo que poderia ser acionado para o investimento em melhoria do serviço. "Isso é pouco eficiente", avalia. A partir do novo modelo, o consumidor deve receber na conta o desconto devido pela falta do fornecimento da energia.(...)"Dia 9: Estado de Minas - Novo blecaute põe Planalto em alerta "(...)Aos olhos dos estudiosos do setor, a presidente Dilma acertou ao cobrar mais dados sobre o evento do Nordeste, ainda repleto de dúvidas. A justificativa de que houve apenas uma falha em um cartão de proteção do sistema, na subestação de Luiz Gonzaga, em Pernambuco, é até tecnicamente aceitável, mas insuficiente para explicar o tamanho dos seus desdobramentos. "Eventos como o envolvendo a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) na sexta-feira geram grave preocupação na medida em que revelam a fragilidade de um sistema grande e complexo", disse Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)(...)"Dia 8: O Globo - Explicação sobre apagão no Nordeste não convence Dilma "(...) A rejeição de Dilma ao relatório técnico foi vista de forma positiva por alguns especialistas do setor de energia. O Coordenador do Gesel da UFRJ, Nivalde de Castro, disse que a decisão da presidente indica maior rigor na condução do setor elétrico: “Ao exigir um aprofundamento da análise (Dilma) sinaliza para as instituições e empresas do setor que o controle de qualidade será sistemático”. O especialista Raimundo Batista concorda. Para ele, em geral os apagões dos últimos anos não foram bem explicados. “É inédito um presidente rejeitar um relatório técnico”, afirmou. Após a reunião com Dilma, o diretor da Aneel, Nelson Hubner, disse apenas que haveria novas reuniões noite adentro para discutir o apagão no Nordeste. O presidente da Chesf, Dilton Daconti Oliveira, afirmou que não há conclusões ainda sobre as causas do blecaute e que só depois de encerrada a investigação dará novos esclarecimentos.(...)"Dia 7: Inter American Dialogues - matéria com Roberto Brandão (página 6) Roberto Brandão, pesquisador sênior na de Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) na Universidade Federal do Rio de Janeiro: "usinas hidrelétricas geram cerca de 90% da eletricidade do Brasil hoje. Na próxima década, novas grandes usinas hidrelétricas serão responsáveis por um aumento nessa porcentagem. Alguns projetos de grandes hidrelétricas já estão em construção, incluindo Belo Monte (11.000 MW), Santo Antônio (3.100 MW) e Jirau (3.300 MW). Entretanto, entre 2020 e 2025, a maior parte do potencial hídrico já terá se esgotado e o Brasil precisará de alternativas às hidrelétricas. A energia nuclear no Brasil é hoje uma alternativa muito cara para geração hidrelétrica. Mas pode ser uma alternativa viável após 2020-25. Escolher novos locais para as centrais nucleares é o primeiro passo no que pode ser um ciclo de 10 anos de construção. O Brasil tem duas usinas nucleares que foram frutos do programa de energia nuclear no Brasil na década de 1980. Os equipamentos para a usina nuclear que está sendo construído no Rio de Janeiro, já tinha sido comprado quando o programa nuclear foi interrompido. Entretanto, não há planos para novos investimentos em novas usinas nucleares, além deste "velho" projeto de Angra III."Dia 4: Veja - Não existe sistema elétrico 100% confiável "(...)De acordo com especialistas ouvidos pelo site de VEJA, o país é reconhecido no mundo pela qualidade deste serviço. O governo, contudo, peca na forma como trata o assunto. A falta de transparência quando ocorre este tipo de problema é a principal crítica de quem cuida do setor.(...) "É preciso deixar claro que o episódio ocorrido no Nordeste nada tem a haver com uma eventual indisponibilidade de energia. Em outras palavras, há abundância do recurso e não existe perspectiva de falta no longo prazo", ponderou pesquisador do Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Guilherme Dantas. Neste sentido, ele acrescenta que problemas de escassez de oferta, como os verificados em 2001, não estão no horizonte.(...)"Dia 4: GloboNews - Nivalde de Castro descarta possibilidade de sobrecarga como causa do apagão "Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudo de Energia Elétrica da UFRJ, descarta a falta de investimentos no setor de energia, pois o apagão que atingou oito estados do Nordeste na quinta-feira (3) aconteceu às 23h, horário em que o consumo de energia é bem reduzido. Ele justificou que falhas ocasionais podem acontecer.""Universidad de Río de Janeiro asesorará a El Salvador en sector eléctrico" - matéria da Agência EFE, publicada em: Comentário sobre Seminário em El Salvador nos programas de televisão: "Cel fornecerá el sector eletrico" - El Diario de Hoy: |
2010 Dezembro Parceria entre BNDES e banco alemão permite financiar pequenas centrais hidrelétricas Novembro Atraso em Belo Monte não preocupa, afirmam especialistas Expansão energética e rentabilidade (resumo e original) Outubro El sector energético debe ser una inversión público-privada Brasil interesado en invertir en país CEL: Brasil podría financiar proyectos hidroeléctricos Clipping do Seminário Modelo de Desenvolvimento do Setor de Energia do Brasil Setembro Gesel/UFRJ afirma que o modelo energético brasileiro não valoriza energias renováveis Pesquisadores da UFRJ dão curso sobre energia para técnicos da Bolívia Nivalde de Castro fala sobre o potencial de energia eólica brasileiro para a Energy Press Agosto Clipping do V Seminário Internacional de Setor de Energia Elétrica Julho Clipping do Seminário de Integração Energética Brasil-Bolívia Integración Sudamericana: requeriría seguridad eléctrica y energética Energía eléctrica: mucho más que un negocio Junho Nivalde de Castro, do Gesel/UFRJ: incertezas para geração a óleo Energia nuclear pode responder por 25% da matriz mundial em 2050, prevê estudo Apagões em 2009 superaram limite: Energia Em 2008, 45% do custo da energia era imposto Temen grave daño ambiental en Bolivia por causa de hidroeléctricas de Brasil En Brasil relanzan las hidroeléctricas y amplían las energías renovables Bioeletricidade: condições para avançar Chinesa State Grid deverá disputar novos ativos no Brasil, avaliam especialistas Analistas se dividem quanto a eficácia do PDE 2019 Maio Brasil camina hacia una matriz energética diversificada Leilão e obra só saem por apoio do governo, dizem especialistas Analistas se dividem quanto a eficácia do PDE 2019 Abril Com 2 consórcios, governo aposta em leilão de usina Governo aposta em leilão de Belo Monte Belo Monte: governo parece inflexível quanto a mudanças no preço-teto, avalia Gesel Novas interessadas em Belo Monte podem formar consórcio Belo Monte: governo parece inflexível quanto a mudanças no preço-teto, avalia Gesel Incertezas marcam leilão de Belo Monte Março Suez vê incertezas no edital de Belo Monte Prazo indefinido preocupa setor de energia Bioeletricidade - Setor tem capacidade de ofertar 10 mil MW em leilões até 2020 Governo deve divulgar resultados preliminares de integração Brasil-Peru nesta semana Brasil e Portugal discutem papel da energia eólica Gesel discute integração energética entre Brasil e Peru BNDES se consolida como agente financiador do setor elétrico Governo autoriza Eletrobrás a dar balanço como garantia em financiamentos Urânio para dar e vender
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