Companhia Energética de Pernambuco - Celpe .

A Celpe é a concessionária distribuidora para o Estado de Pernambuco e atende a 1,7 milhão de consumidores. Praticamente toda a sua energia requerida é adquirida da Chesf. Sua demanda corresponde a 18,3% do consumo da região Nordeste. A Celpe encontra-se entre as dez empresas de melhor índice de liquidez do país e possui também um dos mais baixos níveis de endividamento.


Resultado / Comportamento das ações / Dividendos

Investimento / Novas parcerias

Linhas de financiamento / Renegociações / Captações

Venda de participações / Privatização

Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa  
 
 

Resultado / Comportamento das ações / Dividendos
 

     A Celpe obteve lucro líquido de R$ 44,34 mi de janeiro a setembro de 1999. Nos nove primeiros meses de 1998, o lucro foi R$ 50,08 mi. No terceiro trimestre de 1999, o resultado ficou positivo em R$ 18,7 mi, ante R$ 3,7 mi somados no mesmo período de 1998. A receita líquida de vendas e serviços da Celpe evoluiu 9% na comparação dos nove primeiros meses de 1998 e de 1999, passando de R$ 442,60 mi para R$ 482,82 mi. Em 30.09.1999, os ativos da Celpe somavam R$ 1,21 bi e o patrimônio líquido acumulava R$ 697,646 mi. (17.11.1999)

   A Celpe comunica a seus acionistas que, a partir de 18.11.1999, iniciará o pagamento dos juros sobre o capital próprio referente ao período de janeiro a agosto de 1999, imputados como dividendos intermediários. O valor será de R$ 0,333984 por lote de mil ações.

   Os papéis de emissão da Celpe voltaram a ser negociados nas bolsas. As transações haviam sido interrompidas dia 1º.10.1999, na expectativa do anúncio de pagamento de juros sobre capital próprio. A companhia informou que teve aprovação do conselho administrativo para distribuir R$ 0,333984 por lote de mil ações, pagando os benefícios até 18.11.1999. (04.10.1999)

   A Celpe alcançou lucro líquido de R$ 25,59 mi neste semestre, segundo demonstração financeira enviada à CVM. O resultado representa queda de 81,1% frente ao lucro obtido no mesmo período do ano anterior, de R$ 46,34 mi. A receita bruta da concessionária de energia elétrica nos primeiros seis meses do ano somou R$ 396,57 mi, sendo R$ 201,25 mi registrados no segundo trimestre. O resultado financeiro apontou despesas de R$ 23,76 mi. Desse montante, apenas R$ 4,78 mi foram apresentados de abril a junho de 99. (20.08.1999)

   A Celpe atingiu um lucro líquido de R$ 7,13 mi no primeiro trimestre de 1999. A receita financeira líquida ficou em R$ 66 mil, e o patrimônio líquido somava R$ 679,99 mi ao fim do período. (09.07.1999) 

   Na assembléia ocorrida em 10.04.1999, foram aprovados o Relatório e as Contas da Administração a as Demonstrações Financeiras do exercício de 1998; a destinação do lucro do exercício e distribuição de dividendos, conforme expressas nas Demonstrações Financeiras; entre outros temas.

   O pagamento de dividendos, aprovado pela AGE de 31.12.1998, ocorrerá a partir do dia 30.05.1999. Serão pagos na forma de juros sobre o capital próprio intermediários, relativos ao período de julho a novembro de 1998, o valor de R$ 0,237910 por lote de mil ações. Haverá incidência de 15% relativos ao Imposto de Renda na fonte. (24.05.1999)

   Na AGO de10.05.1999 foi aprovada a distribuição dos lucros da Celpe, referentes ao resultado obido no ano de 1998.
Ficou definido o pagamento de R$ 29,8 mi a serem pagos a partir de duas datas diferentes. (11.05.1999)

      A Celpe fechou seu balanço de vendas em 1998 com um crescimento de 6,8% em relação a 1997, acima do crescimento registrado na comparação entre 1997 e 1996, que foi de 5,9%. A Celpe vem nesse ritmo de expansão desde a implantação do Plano Real. (22.01.1999)

    


 
Investimento / Novas parcerias 
 

      A Celpe irá oferecer um sistema de atendimento inédito em empresas do seu segmento no Brasil. A loja Estação Energia recebeu investimentos de R$ 150 mil, e irá vender eletrodomésticos, o oferecerá serviço de eletricista domiciliar, auditorias energéticas e projetos de instalações. (27.09.1999)

   A Celpe terá, até o final de 1999, o maior índice de automação da rede de distribuição do Nordeste. Entre março e julho de 1999, a empresa automatizou 13 subestações, investindo cerca de R$ 120 mil em cada uma delas. O retorno deste investimento está estimado em 12 meses. (07.08.1999)

   A Celpe está reforçando a oferta de energia elétrica para litoral sul de Pernambuco. A instalação de novos equipamentos demandou investimentos de R$ 1,5 mi. (03.08.1999) 

   A Celpe passará a oferecer um sistema de atendimento inédito em empresas do seu segmento no Brasil. Começa a funcionar, a partir da primeira quinzena de maio de 1999, a Estação Energia - loja de produtos e serviços -, na qual a companhia está investindo R$ 150 mil.(29.04.1999) 

   A Chesf e Celpe estão participando da criação da Associação dos Proprietários de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel). A entidade reúne 18 empresas privadas e públicas com potencial para instalação de cabos de fibras ópticas para transmissão de dados.(26.04.1999)

   O Governo de Pernambuco afirma que nenhuma obra de eletrificação rural foi suspensa e que todo o programa será concluído até o final de 1999. Apesar destas afirmações, os empreiteiros que trabalham com a Celpe são unânimes em afirmar que estão suspensas todas as licitações para instalação de luz elétrica no interior. (15.04.1999)

   O Governo de Pernambuco precisa de R$ 10 mi para concluir o programa de eletrificação rural tocado pela Celpe.(13.04.1999)

   Técnicos do International Finance Corporation, braço privado do BID, se reuniram com o vice-governador de Pernambuco, Mendonça Filho, para discutir os projetos da construção de uma usina termelétrica no estado, que será feita segundo o edital de privatização da Celpe. A questão principal, de acordo com o IFC, estará na garantia do fornecimento de gás que viabilizará a construção da termelétrica e a consequente privatização da Celpe. O edital da termelétrica deverá ser dividido em duas fases: pré-qualificação e, em seguida, análise das propostas comerciais. (11.03.1999)

  

 


 
Linhas de financiamento / Renegociações / Captações
 

   A diretoria da Celpe buscou, no primeiro semestre, refinanciar seus principais passivos. O maior credor era a Chesf, que tinha R$ 54 mi a receber em 12 parcelas durante o ano de 99. O débito foi transferido para a Eletrobrás e renegociado com um ano de carência e pagamento em 24 meses com juros baseados no IGPM. (14.07.1999)

   A Celpe está centrando esforços no alongamento do seu passivo de R$ 220 mi e na redução dos gastos da empresa. O processo de renegociação da sua dívida já se iniciou e, com relação à redução dos gastos, a meta da empresa é reduzir em pelo menos R$ 10 mi seus custos operacionais em 1999. Este ano estão sendo investidos R$ 40 mi em distribuição e transmissão de energia, para ampliação e melhoria das redes, sendo que uma parte do investimento será destinada ao programa de redução de perdas. De 1991 a 1998, as perdas técnicas e comerciais da concessionária passaram de 13% para 20%. Para este ano, a meta é recuar 1%. A empresa quer ampliar do número de equipes de fiscalização para redução das perdas comerciais e apertar o cerco contra os inadimplentes, que devem R$ 78 mi. (29.04.1999)

   O novo presidente da Celpe, Paulo Cezar Tavares, pretende renegociar as dívidas da empresa para possibilitar uma valorização maior da companhia no futuro leilão. Paulo Cezar foi empossado em 05.01.1999 e explicou que para tentar quitar o passivo circulante de R$ 300 mi, deixados pela antiga diretoria, buscará reduzir os gastos da Celpe, aumentar a receita e renegociar esses débitos.(06.01.1999)

  

 


 
Venda de participações / Privatização
 

  

   O edital de venda da Celpe será divulgado dia 23.12.1999, como informou o BNDES. O documento confirma um preço mínimo de R$ 1,78 bi para a distribuidora. O leilão da Celpe, marcado para 17.02.1999, será o primeiro a ser realizado no ano 2000. O modelo de leilão será de envelope fechado. Serão ofertadas 56.794.987.181 ações ordinárias, correspondentes a 99,6% do capital votante da Celpe e a 85,5% do capital total da empresa, controlada pelo Governo de Pernambuco. A parcela dos empregados está avaliada em R$ 611,42 mi e corresponde a 6.310.554.131 ações rdinárias nominativas (9,96% do capital votante e 8,85% do capital total). O comprador da Celpe contará com financiamento do BNDES correspondente a 50% do preço mínimo da empresa, R$ 890 mi. (23.12.1999)

   A Celpe vai a leilão no próximo dia 17.02.2000 pelo preço mínimo de R$ 1,78 bi. O valor foi anunciado, dia 16.12.1999, pelo governador Jarbas Vasconcelos. Os funcionários e aposentados poderão comprar 10% das ações em poder do estado, que somam 88,43% das ações ordinárias da empresa. O preço a ser ofertado a esse grupo é de R$ 61.41 mi. 40% do pagamento deve ser feito à vista, 30% em seis meses e o restante em 12 meses. (17.12.1999)

   O grupo Enersis investirá cerca de US$ 3 bi, nos próximos quatro anos, e participará das licitações da Celpe, da empresa de saneamento chilena Essel e de uma segunda linha de transmissão de energia entre Argentina e Brasil. (03.11.1999)

   O governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, decidiu adiar o leilão de privatização da Celpe para o dia 17.02.2000 e, com isso, tentar atrair maior número de investidores. O governo do estado alargou o prazo alegando estar atendendo a apelo dos investidores internacionais. Segundo o governo, os interessados na Celpe manifestaram formalmente dificuldades de articulação para formação de consórcios com empresas nacionais nesta época do ano, pois estão voltadas para o fechamento de seus balanços anuais. (19.10.1999) 

   O Diário Oficial publicou resolução na qual o BNDES aprova a modelagem de venda da Celpe. O leilão da empresa foi confirmado para 18.11.1999.  O pagamento poderá ser feito à vista ou em três parcelas, sendo a primeira, de 40%, no ato da compra, e as outras duas divididas em duas semestrais iguais, com vencimento respectivamente em 180 e 306 dias após o pagamento da primeira parcela. Sobre essas prestações recairá IGP-DI mais juros de 12% ao ano. Além disso, o novo controlador terá que promover a instalação e fazer funcionar a usina termelétrica de Pernambuco. (15.10.1999)

   A Comissão Diretora do Processo de Desestatização da Celpe resolveu aprovar a alienação de 63.105.541.312 ações ordinárias nominativas, representantes de 99,56% do capital ordinário, correspondente a 88,47% do capital total de Celpe. A oferta será realizada em duas etapas: 
- leilão público de 56.794.987.181 ações ordinárias  (89,60% do capital votante) no dia 18.11.1999 na BVRJ;
- oferta aos empregados de 6.310.554.131 ações ordinárias (9,96% do capital votante).

   O BNDES vai disponibilizar para os potenciais compradores da Celpe um financiamento equivalente a 50% do preço mínimo de venda da estatal. Este valor será anunciado em 14.10.1999. O leilão da Celpe está marcado para 18.11.1999. (23.09.1999)

   De acordo com o presidente da comissão de privatização da Celpe, Paulo Emílio Tavares Pessoa de Melo, o edital de venda da empresa deverá ser publicado em 15.10.1999. O data room da Celpe ainda não teve nenhum comprador de fato, mas a Iberdrola e a Alliant Energy demonstraram interesse em adquiri-lo. A norte-americana Utilicorp United, a Iberdrola e a Endesa foram ao Recife conhecer as instalações da companhia. (22.09.1999)

   Os consórcios Rothchild e Máxima Consultoria têm até a presente data para entregar ao Governo do Estado o relatório com a avaliação do patrimônio e o modelo de venda da Celpe. Será com base nas informações colhidas pelas duas consultorias que o Governo vai estabelecer o momento da venda e o preço mínimo da energética. O grupo da Máxima ficou responsável em avaliar os resultados econômico-financeiros da companhia e o do Rothschild teve a incumbência de fazer outra avaliação econômico-financeira, para comparação com a da Máxima, e irá elaborar o modelo de venda. Todas as metas para contratação das consultorias e entrega dos relatórios foram determinadas pelo BNDES, que coordena o processo de privatização da energética. Só depois da publicação do edital de privatização da empresa será possível saber qual será seu preço mínimo de venda. (31.08.1999)

   Segundo um jornal português, a EDP e a Iberdrola devem fazer uma oferta conjunta pela Celpe.Tal fato se daria por causa de um compromisso que as duas empresas têm de incluir uma a outra em qualquer negócio de compra na América Latina. (13.08.1999)

   A Assembléia Legislativa de Pernambuco deverá criar uma comissão especial para acompanhar o processo de privatização da Celpe, que deverá averiguar não só os próximos passos do processo de privatização, como também as ações que já foram feitas pelo Governo do Estado em relação a esse assunto, como a operação realizada junto à Eletrobrás que resultou em uma antecipação de venda de ações no valor de R$ 100 mi.(13.08.1999)

   O BNDES, a partir do 16.08.1999, estará realizando oferta firme de venda de ações depositadas no Fundo Nacional de Desestatização de emissão de empresas controladas direta ou indiretamente pela União. A oferta será válida por 90 dias. A cada oferta, será realizado um leilão especial, com aviso prévio de 15 minutos no pregão da BVRJ. Serão vendidas 319.678 ações PNA da Celpe por R$ 5,06 o lote de mil.(11.08.1999)

   O consórcio responsável pelo serviço A, na privatização da Celpe - formado pela Máxima Consultoria e Finanças Corporativas Ltda. e a BFB Engenharia e Consultoria Ltda - está entregando seu relatório ao BNDES. O trabalho do consórcio responsável pelo serviço B - formado pelo Banco Rothschild & Sons Limited e integrado pela NMR Consultoria Financeira S/C Ltda, Jakko Poyry Engenharia Ltda e Azevedo Sodré Advogados- tem prazo de conclusão previsto para o início de agosto de 1999. (19.07.1999) 

   A Inepar está se associando com a Enel, empresa italiana do setor energético, para participar do leilão de privatização da Celpe. (13.07.1999) 

   A Celpe está atraindo o interesse dos investidores nacionais e estrangeiros. Segundo a supervisora para Serviços de Privatização do BNDES, Estela Palombo, a empresa deverá alcançar o maior preço entre as cinco distribuidoras estaduais de energia que serão privatizadas em 1999. A participação acionária do governo estadual na Celpe está estimada em R$ 1,8 bi. (21.06.1999) 

   Representantes do BNDES e dos consórcios Energética-PE e Máxima Consultoria chegam  ao Recife para a primeira visita à Celpe, que deverá ser privatizada somente no final de 1999. A previsão do BNDES é de que edital da venda seja publicado em setembro de 1999. (16.06.1999) 

   O Governo de Pernambuco está estudando a proposta de incluir no edital de privatização da Celpe um item no qual o futuro proprietário será responsável pela implantação de uma planta térmica de 220 MW. (14.06.1999)

   Nos dias 16 e 17 de junho de 1999, uma missão liderada pelo BNDES - composta por técnicos do banco e os dois consórcios responsáveis pela definição do preço de venda da estatal - iniciará os trabalhos de avaliação da Celpe. O leilão está programado para final de outubro ou início de novembro de 1999. (10.06.1999) 

   As investigações da CPI dos Bancos não alteraram a liderança do FonteCindam no consórcio vencedor do serviço B da Celpe. A Celpe deverá ser privatizada entre outubro e novembro de 1999 e o seu data-room deve ser aberto antes do lançamento do edital, previsto para o mês de setembro. (05.05.1999)

   De acordo com o cronograma divulgado pelo Bndes, até o final do terceiro trimestre de 1999 deverá ocorrer o leilão da Celpe. (04.05.1999)

   A Endesa pretende disputar a área de distribuição da Celpe.(27.04.1999)

   O secretário de Planejamento de Pernambuco, Maurício Romão, disse que o envolvimento do banco FonteCindam na CPI dos Bancos não deve atrapalhar a privatização da Celpe. O banco está encarregado do Serviço B, correspondente à modelagem financeira da empresa. Romão disse que este também é o pensamento do Bndes. (23.04.1999)

  A Celpe deverá ter a participação dos fundos de pensão no seu processo de privatização, previsto para ter início no segundo semestre de 1999. Segundo o presidente da Abrapp, o empreendimentos é atrativo porque mantém as reservas de forma rentável, garantindo o pagamento dos participantes. O patrimônio da associação é estimado em R$ 94 bi. Em 1998, o valor de venda da Celpe estava estimado em R$ 2,1 bi, mas o governo trabalha com um número menor. (22.04.1999)

   O edital de privatização da Celpe deverá ser divulgado no final de junho de 1999 e a venda da empresa poderá ocorrer no início do segundo semestre de 1999. (26.03.1999)

   Após a desistência do Banco Fator, o consórcio liderado pelo FonteCindam vai fazer a modelagem de venda e definição do preço mínimo da Celpe, correspondentes ao serviço B. 
(25.03.1999)

   O Bndes deverá reiniciar o processo de privatização da Celpe. O consórcio liderado pelo FonteCindam - que seria o indicado devido à desistência do Fator - só vai se pronunciar depois de posição oficial sobre a homologação dos resultados. Se fizer o trabalho pelo preço estipulado pelo Banco Fator, o FonteCindam perderá, de início, cerca de R$ 110 mil em relação à sua proposta.(04.03.1999)

   O BNDES está redefinindo o cronograma de privatização das elétricas estaduais. A Celpe deverá ser privatizada em setembro de 1999. (GM, 02.03.1999)

   A concorrência para contratação das empresas que farão a avaliação da Celpe para a privatização voltou ao início, após o Banco Fator, vencedor da licitação para o chamado "Serviço B" (modelagem da venda da empresa), ter desistido. O BNDES definirá se o Fator pagará ou não a multa. (22.02.1999 e 23.02.1999)

   O consórcio Energética-PE, liderado pelo banco FonteCindam, obteve a primeira colocação na análise técnica para escolha da consultoria que vai executar o serviço B no processo de privatização da Celpe. A nota 10 coloca o consórcio em vantagem no processo final. Para o serviço A, o consórcio Natrontec ficou em primeiro lugar. (03.02.1999)

   A Celpe retomará seu processo de privatização com a divulgação de uma nota técnica às  consultorias que estão concorrendo para fazer a avaliação econômico-financeira da empresa. A nota é a avaliação da parte técnica das propostas e tem uma participação de 70% na escolha final da consultoria. A análise está sendo feita por um grupo de trabalho nomeado pelo BNDES. (19.01.1999) 

   O Governador eleito de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, criticou a suspensão da privatização da Celpe e prometeu que a venda da estatal será retomada nos primeiros dias de janeiro de 1999. (27.11.1998)

   (26.10.1997)

 


 
Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa
 

  

   A Celpe lança hoje, oficialmente, o seu Programa de Desligamento Incentivado.  Os últimos detalhes do programa foram acertados e serão anunciados aos funcionários. O número de adesões está limitada a 500 e caberá à empresa aceitar ou não o pedido de acordo com as suas conveniências operacionais. (07.10.1999)

   A Celpe garantiu o direito de utilizar a malha de transporte de energia elétrica de qualquer empresa do país. Esta é tônica do contrato para uso do sistema de transmissão assinado a Celpe e o ONS. Para ter acesso ao sistema e aos serviços de transporte de qualquer empresa transmissora de energia do país, a Celpe pagará R$ 50 mi, mensalmente, ao ONS. A partir de 2003, a Celpe poderá comprar de qualquer empresa até 25% da energia elétrica que distribui. Hoje, a Chesf é fornecedora praticamente exclusiva da Celpe. Em 2006, a energia elétrica distribuída pela Celpe poderá ser adquirida em qualquer geradora. Para tal, a Celpe e outras distribuidoras deverão firmar novos contratos com o ONS. (05.10.99)

  A diretoria da Celpe reuniu-se com seus funcionários para tratar do Plano de Demissões Incentivadas. O plano ainda está em fase de esboço, mas deverá ser lançado e concluído antes do leilão da Celpe, previsto para novembro de 1999. A diretoria está avaliando que tipo de vantagem poderá ser oferecida, incluindo as verbas rescisórias tradicionais, abono, 40% do FGTS e manutenção no sistema Celpos Saúde. Atualmente, a companhia mantém 3.177 funcionários. (25.08.1999) 

   A Celpe deu início a um programa de ajuste de contas, visando elevar seu preço para a privatização. Reduziu despesas, renegociou as dívidas com a Chesf e o Banco BBS e passou a cobrar dívidas de todos os inadimplentes, como hospitais e prefeituras. O resultado foi a maior arrecadação, em maio, da história da estatal: 12% maior em relação ao mesmo período de 1998, atingindo R$ 70,6 mi. (30.06.1999) 

   A Aneel publicou no Diário Oficial a prorrogação pelo prazo de 20 anos, contados a partir de julho de 1995, das concessões para distribuição de energia elétrica da Copel; da Celesc; e da Celpe. (23.06.1999) 

   A Assembléia Legislativa de Pernambuco aprovou o projeto de lei de n° 126, que estabelece o destino que o Governo do Estado vai dar para os R$ 100 mi captados junto a Eletrobrás. Os recursos foram provenientes de um contrato de promessa de compra e venda de 3.962.766.248 ações ordinárias da Celpe com a estatal federal. A metade dos recursos será usada para fazer o pagamento da dívida pública estadual. (16.06.1999) 

   O teste que a Chesf e a Celpe fizeram para o bug do milênio teve resultado positivo. (15.06.1999) 

   Desde o início de suas atividades, a Aneel já aplicou à Celpe multas no valor de R$ 581 mil. (24.05.1999)

   O mercado de energia elétrica da Celpe cresceu, no primeiro trimestre de 1999, 1,57% em relação ao mesmo período de 1998, com a comercialização de 1,75 mi de MW. Os setores comercial e industrial, com índices de 6,9% e 6,1% em março de 1999, respectivamente, foram os que mais contribuíram para a expansão do mercado. Nos doze meses anteriores a maio de 1999, a Celpe adquiriu 8,7 mi de MW da Chesf, mas só comercializou 7,0 mi de MW. As perdas, que se aproximam dos 20%, representam um índice que a empresa tenta reduzir pela metade, dentro do limite inerente à atividade de transmissão. Cada ponto percentual de perda representa cerca de 7 mi a menos no faturamento de Celpe. (09.05.1999)

   A Celpe vai contar com o apoio policial no combate à fraude no fornecimento de energia elétrica, que compromete 10% do que é consumido no estado. Para isso foi assinado convênio entre a empresa e a Secretaria de Defesa Publica. (03.05.1999)

   O presidente da Celpe, Paulo Cezar Tavares informou que uma das estratégias traçadas para tornar a empresa mais atrativa para o setor privado será o combate às ligações clandestinas. Por mês, a Celpe perde cerca de R$ 6 mi com roubo de energia elétrica. Ele frisou ainda que com o não recolhimento de ICMS desta energia roubada, o estado perde por mês algo em torno de R$ 1 mi. A Celpe passará a oferecer, a partir de maio, um sistema de atendimento inédito, com loja de produtos e serviços. O investimento neste empreendimento foi de R$ 150 mil. 
(28.04.1999) 

   A Celpe passará a dar tratamento diferenciado para seus maiores consumidores industriais. O objetivo é evitar os prejuízos causados a eles por interrupções no fornecimento de energia elétrica. Desde dezembro de 1998, este tipo de ocorrência causou perdas superiores a US$ 2 mi para 15 empresas. O projeto está orçado em R$ 559 mil. O setor industrial é responsável por 19,2% do consumo de energia elétrica em Pernambuco. (18.03.1999)

   A Celpe inicou, em 02.03.1999, o seu Plano de Ação contra as Perdas de Energia, cujo objetivo é intensificar a inspeção de residências ou pontos comerciais que utilizem ligações clandestinas de energia. Assim, a empresa espera aumentar, gradativamente, o seu faturamento em até R$ 70 mi. Segundo o coordenador do plano, Hélio Lopes, 20% de toda a energia que a Celpe compra da Chesf não entra em seu faturamento, sendo que cada ponto percentual significa R$ 7 mi de prejuízo anual à companhia. Deste montante de perdas, 10% são irrecuperáveis, por serem resultado de falhas na transmissão. (03.03.1999)

   A Celpe deverá implantar, até o final do primeiro semestre de 1999, um novo sistema de emissão de contas, onde o consumidor recebe a sua conta imediatamente após a leitura do medidor de consumo. Este novo sistema reduz o tempo dispendido entre a leitura do medidor e a emissão da conta, o que deve gerar uma redução de custos, ainda não calculada, para a empresa. (03.03.1999)