Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig

Empresa distribuidora e geradora de energia elétrica, com capacidade instalada de geração de 5.208 MW, atendendo 774 municípios do estado de Minas Gerais com 4.473 mil consumidores. Controlada pelo Governo de Minas (51%), juntamente com o consórcio formado pela empresas Southern ElectricAES e pelos fundos Opportunity, Forluz, Fundação Copel, Previ, Sistel, Bradesco e a Metalúrgica La Fonte, os quais detém 33% do capital votante da empresa. Ver mapa da área de atuação


Resultado / Comportamento das ações / Dividendos

Investimento / Novas parcerias

Linhas de financiamento / Renegociações / Captações

Venda de participações / Privatização

Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa  
 
 

Resultado / Comportamento das ações / Dividendos
 

   A Cemig informa que seu Conselho de Administração deliberou o pagamento de juros sobre o capital próprio, os quais serão considerados e compensados no cálculo obrigatório relativos ao exercício de 1999, no montante de R$ 186,49 mi. A data e forma de pagamento serão definidas pela Assembléia Geral Ordinária, a se realizar até 30.04.2000. (24.12.1999)

   A Cemig comunica aos seus acionistas que a parcela aprovada na reunião do Conselho de Administração, realizada dia 03.05.1999, no valor de R$ 37 mi será paga em 30.12.1999. (08.12.1999)

   O reajuste das tarifas de energia elétrica permitiu a Cemig encerrar o terceiro trimestre de 1999 com lucro líquido de R$ 113,1 mi, quase 77% acima dos R$ 64 mi apurados entre abril e junho deste ano. Todavia, a empresa vem acumulando prejuízo de R$ 137,7 mi entre janeiro e setembro, ante o lucro de R$ 331,8 mi verificado no mesmo período de 1998. A despesa com a energia adquirida de Itaipu subiu de R$ 359 mi para R$ 539 mi, uma elevação de 50% entre janeiro e setembro de 1999, na comparação com igual período de 1998. O gasto financeiro teve incremento de 79,5%, passando de R$ 239 mi para R$ 429 mi. Uma parcela de R$ 381 mi refere-se à variação cambial sobre o passivo da empresa, que em nove meses saltou de R$ 1,1 bi para R$ 1,6 bi. O passivo total da empresa chegou a 21% do patrimônio líquido em 30.09.1999, comparado ao índice de 14% na mesma data de 1998. Nos próximos dois anos, a Cemig tem uma parcela de US$ 420 mi da dívida a ser paga. Para fazer frente a esse compromisso, o orçamento da empresa foi readequado, com corte de 20% nos investimentos propostos para 2000/2001 e de 10% em 2002/2004. (12.11.1999) 

   A assembléia será realizada em 18.10.1999 a fim de deliberar sobre algumas reformas estatuárias dentro dos artigos 9º, 14º, 19º, 21º e 22º. (08.10.1999)

   A parcela do dividendo aprovada na 258ª reunião do Conselho de Administração, realizada em 03.05.1999, no valor de R$ 36.992.666,70, que deveria ser paga até 30.09.1999, teve sua data de pagamento alterada para até dezembro de 1999. (25.08.1999)

   A Cemig contabilizou prejuízo líquido de R$ 250,89 mi no primeiro semestre de 1999. As receitas foram de R$ 1,27 bi, o resultado bruto atingiu R$ 1,265 bi e as despesa financeira R$ 419,5 mi. O resultado operacional ficou negativo em R$ 311,266 mi. Em 30.06.1999, o patrimônio líquido estava em R$ 7,68 bi. (13.08.1999)

   O Conselho de Administração, em reunião que ocorreu em 09.07.1999, aprovou o orçamento referente à participação de 33,33% da Cemig nas obras de geração do empreendimento AHE Porto Estrela, realizado em consórcio com a CVRD e a Coteminas; bem como a contratação do Consórcio Energético Porto Estrela-Coepe. (06.08.1999)

   A Cemig, considerando a decisão do Pleno do Superior Tribunal Federal - que declarou constitucional a cobrança da COFINS, e também o benefício previsto na MP 1.858-7 de 29/07/1999 - decidiu quitar em parcela única, em 30.07.1999, o débito junto ao Fisco Federal, de R$ 239.266 mil. Deste valor, R$ 216.474 mil eram referentes ao tributo e R$ 22.792 mil de juros. A companhia constituiu provisões, até 30 de junho de 1999, de R$ 315.988 mil, e o efeito líquido no resultado será de R$ 71.013 mil. (04.08.1999)

   A Cemig apurou prejuízo líquido de R$ 314,96 mi no primeiro trimestre de 1999. As receitas líquidas atingiram R$ 553,30 mi, as despesa financeira líquidas somaram R$ 362,82 mi e o resultado operacional ficou negativo em R$ 413,58 mi. O patrimônio líquido, calculado em 31 de março de 1999, acumulava R$ 7,59 bi. (31.05.1999) 

   A Cemig verificou queda de 5,7% nas vendas de eletricidade a consumidores finais no primeiro trimestre de 1999. A retração foi provocada pelo comportamento da indústria, cuja demanda caiu 11% no período. A demanda dos clientes rurais subiu 9%, dos comerciais 5,5% e dos residenciais 1,2%. (28.05.1999)

   O Conselho de Administração da Cemig deliberou em 03.05.1999 o pagamento, aos acionistas que tiverem seus nomes inscritos no "Livro de Registros de Ações Nominativas" em 27.04.1999, do dividendo no valor de R$ 88,00 mi, a serem absorvidos pelas reservas de lucros dos exercícios de 1996 e 1997. (27.05.1999)

   AGE da Cemig aprovou, em 27.04.1999, a distribuição do lucro líquido do exercício de 1998, de R$ 482.780 mil, da seguinte forma: R$ 12.780 mil será mantido no Patrimônio Líquido; R$ 470.000 mil será distribuído na forma de dividendos, a saber: juros sobre o capital próprio no valor de R$ 390.000 mil e dividendos complementares no valor de R$ 80.000 mil. (21.05.1999)

   O departamento de análises do Dresdner Kleinwort Benson recomenda, em boletim sobre o setor elétrico na América Latina, a compra de ações da Cemig, Chilectra, Coelba, Copel, CPFL e Gerasul. (17.05.1999)

   AGO da Cemig realizada em 27.04.99 ratificou o pagamento dos juros sobre capital próprio, no valor de R$ 390 mi, já distribuídos durante o ano de 1998, e aprovou um dividendo complementar no montante de R$ 167.992.666,70 que será pago da seguinte maneira:
    1) R$ 80 mi que corresponde a R$ 0,503360831 por mil ações, com início de pagamento em 31.05.1999
    2) R$ 51 mi que corresponde a R$ 0,320892529 por mil ações, com início de pagamento em 15.06.1999
    3) R$ 36.992.666,70 que corresponde a R$ 0,232758243 por mil ações, cujo pagamento se realizará até 30.09.1999
(14.05.1999)

   A Cemig divulgou o resultado de 1998 em 10.03.1999. O mercado, e a própria empresa, previam que o exercício fecharia com um lucro aproximado de R$ 500 mi, o que levou os analistas a considerá-la uma das melhores empresas do setor - apesar das dúvidas sobre seu futuro, já que, segundo o governador Itamar Franco, a empresa não vai ser privatizada como as demais. Entretanto, os acionistas receberão poucos dividendos em 1999, pois já lhes foram antecipados, aproximadamente, R$ 290 mi de juros sobre dividendos. (28.02.1999)
 

 
 


 
Investimento / Novas parcerias 
 

   A Cemig e a Companhia Vale do Rio Doce assinam, dia 29.12.1999, uma ordem de serviço para a construção da Usina Hidrelétrica de Aimorés, às margens do Rio Doce, na região leste de Minas Gerais. O consórcio era composto anteriormente pela AES Força (25,5% de participação), que decidiu sair do negócio após a disputa judicial em que se envolveu com o governo do Estado. A Vale passará a deter 51% do total do Consórcio Aimorés e a Cemig, 49%. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 300 mi para a capacidade de geração de 300 MW. As obras serão iniciadas no final do primeiro trimestre do ano 2000 e deverão durar 35 meses. (28.12.1999) 

   A Acesita está vendendo a Usina Hidrelétrica de Sá Carvalho para a Cemig. A usina tem capacidade de 78 MW e opera exclusivamente para abastecer a planta industrial da Acesita em Timóteo (MG). O valor da transação não foi revelado. Segundo Luiz Aníbal de Lima Fernandes, diretor de finanças e relações com investidores da Acesita, a Cemig assumirá as operações de Sá Carvalho com um contrato de exclusividade de vendas para a siderúrgica. A operação deverá estar concluída até o final de 1999. (17.11.1999)

   O conselho de administração da Cemig aprovou duas operações que colocaram em lados opostos os principais acionistas da empresa: o governo estadual e a Southern Electric. Na reunião do conselho, foram autorizadas a construção da usina de Aimorés e a captação de R$ 276,6 mi por meio de uma securitização de recebíveis. Os representantes da Southern Electric se abstiveram de votar na proposta de autorização para a implantação da hidrelétrica e foram contrários à captação financeira. Essa operação consiste na cessão aos bancos Bozano, Simonsen e Primus de parte de crédito que a Cemig detém junto ao governo mineiro. (28.10.1999)

   A Cemig vai aplicar cerca de R$ 26,4 mi em ações de combate ao desperdício de energia elétrica no biênio 1999/2000. O investimento atende à Resolução da Aneel que regulamenta os percentuais a serem aplicados pelas concessionárias do País em programas e pesquisas que permitam a economia de energia. As concessionárias de energia elétrica deverão desenvolver ações com o objetivo de incrementar a eficiência no uso e na oferta de energia. Os recursos a serem aplicados anualmente deverão corresponder a, no mínimo, 1% da receita operacional anual apurada no ano anterior. (10.09.1999)

   Apesar da ação do governo do Estado de Minas Gerais contestando o acordo de acionistas, o presidente da Cemig, Djalma Morais, reiterou que todos os investimentos serão mantidos. A Cemig deverá investir R$ 2 bi até 2001. A AES participa de dois projetos: Usina Hidrelétrica de Aimorés, com 25,5%, e Infovias, com 49%. (03.09.1999)

   A Cemig inaugurou a segunda etapa do programa Luz Solar, que é destinado à eletrificação rural e beneficiará moradores das regiões Norte, Nordeste e Leste de Minas. A conclusão desta fase, que prevê investimentos R$ 13 mi, deverá ocorrer até o final de 2003. (27.09.1999)

   O Conselho de Política Ambiental concedeu à Cemig e à siderúrgica Mannesmann licença para a instalação de uma usina termelétrica, de 13 MW de potência, a ser montada na região metropolitana de Belo Horizonte. A termelétrica será instalada no terreno da usina do Barreiro e operará a partir da queima do gás proveniente do alto forno e do alcatrão vegetal oriundo da carbonização de lenhas. O projeto é orçado em R$ 12 milhões. (09.08.1999)

   A Cemig vai investir R$ 2 bi, até 2002, na construção das usinas Queimados, Porto Estrela e Irapé. Durante 1999, a Cemig vai aplicar R$ 450 mi na melhoria dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia. O plano de investimento da empresa inclui a iluminação fotovoltaica nas escolas do Estado de MG. (08.07.1999)

   A Cemig vai instalar 5 mil módulos de energia solar, benefiando 500 famílias de regiões carentes, com investimento de US$ 2 mi. Este investimento faz parte do projeto Solar, que consumiu US$ 1 mi entre fevereiro e julho de 1999. A primeira parte do projeto vai ser inaugurada no dia 09.08.1999. O projeto Lumiar, já anunciado pela companhia, vai ampliar a oferta de energia elétrica em propriedades rurais, com a meta de aplicar US$ 400 mi. (31.07.1999)

   A Cemig pretende dar início à construção de seis usinas até o ano 2000, investindo cerca de R$ 1 bi, elevando a capacidade de seu parque gerador - atualmente de 5,5 MW - em 1,1 MW. (30.06.1999)

   A Cemig mantém seu plano de investimentos, orçado em R$ 500 mi, para 1999. (07.06.1999)

   A Cemig recebe, dia 31.05.1999, as propostas financeiras dos quatro consórcios interessados em participar da construção da Usina Hidrelétrica de Aimorés, no rio Doce, próximo à divisa com o Espírito Santo. A assessoria de imprensa da Cemig informou que 16 empresas participam da licitação. De acordo com um consultor do setor de energia elétrica, a disputa envolve grandes empreiteiras, como a Impregilo, a Hochtief do Brasil, além das construtoras Queiroz Galvão e Servix. Entre os fornecedores de equipamentos, o consultor cita a Impsa, a Siemens Voith e a Ansaldo Coemsa.  Ainda na avaliação do consultor, o custo total para construção da usina deverá oscilar entre R$ 250 mi e R$ 300 mi. O cálculo considera o valor médio do KW instalado em torno de R$ 800 a R$ 900. (28.05.1999)

   A diretoria da Cemig aprovou a divisão acionária e o processo de licitação para a utilização da estrutura de transmissão e distribuição para serviços de telecomunicações. Será constituída uma empresa com o propósito de transmissão de dados, na qual a Cemig deve responder por 49% da estrutura acionária, a AES por outros 49%, e o fundo de investimentos dos empregados da Cemig (Clic) por 1%. Os investimentos, nos próximos dois anos, estão estimados em R$ 380 mi, e serão bancados, inicialmente, pelos fornecedores através da modalidade de suplier credit. A expectativa é de que a Infovias tenha um faturamento em torno de R$ 70 mi por ano. Em no máximo três meses, será colocada em licitação o primeiro lote de redes. (28.05.1999)

   Cemig pretende terceirizar sua rede de dados. Um sistema desenvolvido pela Vicom interligará 63 subestações de 138 KV a sete centros de operação regionais da Cemig através do satélite Brasilsat II. Também serão colocados em linha com o satélite oito hidrelétricas e dois escritórios regionais da empresa. (12.05.1999)

   A Cemig não poderá participar de leilão de Furnas. Nos editais de privatização constam restrições à participação de estatais. (07.05.1999)

   Cerca de 15% da produção excedente da hidrelétrica de Sobragi (60 MW), pertencente à Companhia Paraibuna de Metais, controlada pelo Grupo Paranapanema, será comercializada pela Cemig. A Companhia Paraibuna analisa sua participação em outros projetos, como a construção da usina hidrelétrica do Rio do Peixe, com custos aproximados de US$ 60 mi. (23.04.1999)

    A Cemig está investindo US$ 200 mi em projetos de telecomunicações, de transmissão de dados e de informações por fibra óptica e TV a cabo. A expectativa é que, até o final do ano de 1999, entre em operação a primeira fase do projeto, que compreende a instalação de 2.000 Km de linhas ópticas. A concessionária pretende ser a provedora dos meios físicos, e não operar o sistema. Para atuar com TV a cabo, a Cemig já fechou uma parceria com a Brasil Telecom. (16.03.1999)
 

 
 


 
Linhas de financiamento / Renegociações / Captações
 

   A Cemig está se preparando uma captação avaliada em US$ 350 mi. Será uma operação de alongamento de dívida. Com a desvalorização do real, o passivo subiu de R$ 1,14 bi para R$ 1,64 bi entre dezembro de 1998 e setembro de 1999. Os débitos em moeda estrangeira tiveram um incremento de quase 60% no mesmo período, chegando a R$ 1,04 bi. O crescimento foi ocasionado exclusivamente pela variação do câmbio, uma vez que a Cemig não contraiu nenhum empréstimo novo no mercado externo desde o final de 1998. Até o final de 2001, a Cemig terá que amortizar uma parcela de US$ 350 mi de sua dívida externa, sendo US$ 140 mi em 2000. Os US$ 210 mi restantes são referentes aos eurobônus emitidos em novembro de 1996 e que terão exercício no quarto trimestre de 2001. (17.11.1999)
 

 
 


 
Venda de participações / Privatização
 

  A Cemig pretendia definir até o final de março de 1999 o novo formato para a Infovias. Segundo o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, estão sendo avaliados dois modelos de configuração para a Infovias. No primeiro, a empresa seria mantida da forma como foi constituída no ano passado, atuando no mercado de forma independente da estatal, alugando suas redes de distribuição e transmissão para transportar sinais de dados, voz e imagem. Nesse caso, a Cemig faria um "processo transparente" para escolher os sócios. A segunda proposta é a de transformar a Infovias em subsidiária integral da Cemig. (23.03.1999)

  A Cemig quer rever o acordo de constituição da Infovias, subsidiária criada em associação com a AES para atuar na área de telecomunicações. A estatal pretende aumentar sua participação acionária para ficar com o controle da nova empresa. A Infovias tem seu capital dividido entre a Cemig, com 49%, e a americana AES, com outros 49%. O restante das ações está reservado aos empregados da estatal. Esse arranjo societário permite a AES uma posição majoritária na subsidiária, devido à sua participação no consórcio Southern Electric Brasil, que possui 14,41% do capital da Cemig. (15.03.1999)

  Sete deputados estaduais, foram escolhidos para formar a CPI na Assembléia Legislativa mineira, que investigou a venda de 33% das ações ordinárias da Cemig em 1997. Eles se reuniram no início de março deste ano para fazer um levantamento dos nomes de todos os envolvidos na negociação. A Comissão pretendia analisar todo o processo, mas se ateve a um acordo de acionistas que dá poder de veto ao consórcio minoritário em quaisquer investimentos no setor energético em Minas Gerais. (04.03.1999)

  A Assembléia Legislativa de Minas instalou uma CPI para apurar supostas irregularidades na venda de 33% de ações ordinárias da Cemig. (19.02.1999) 

  O governador Itamar Franco, ao abrir a assembléia geral da Cemig, garantiu que a empresa não será privatizada e prometeu lutar para impedir a venda de Furnas. Ele também anunciou a criação de uma comissão especial para tentar rever o acordo de acionistas firmado pelo governo passado, com os "sócios estratégicos" que compraram 33% do capital votante da Cemig. Djalma Bastos de Morais, presidente da Cemig, garantiu que a questão sobre o acordo de acionistas será tratada por procuradores do Estado e não influirá na condução da empresa. (15.01.1999)

   O vice-presidente da Cemig, David Travesso Neto, acredita que os papéis da companhia que são negociados em Nova York poderão sofrer quedas por conta das recentes posições do governador de Minas. Itamar Franco destacou que não irá privatizar a Cemig e questionou a operação financeira que resultou, segundo avaliação do governador, na perda de controle exclusivo sobre a empresa. (05.01.1999)
 

 
 


 
Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa
 

   A Cemig apresentou, em 1999, DEC de 9,9 horas. (13.01.1999)
 

   A Cemig definiu, no dia 15.12.1999, o novo critério para o corte de subsídios a clientes que consomem até 180 Kwh mensais. A medida representará um reajuste de até 196,91% para esta classe de consumidores. (16.12.1999)

   O impasse em torno do controle acionário da Cemig só terá desfecho judicial em fevereiro de 2000, quando os juizes retomam o trabalho após o recesso de começo de ano. (13.12.1999)

   A diretoria da Cemig reviu sua postura frente ao reajuste salarial solicitado pelos eletricitários. Em reunião dia 09.12.1999, os executivos propuseram correção de 5,4% sobre as remunerações. A questão é que, se aprovado, esse percentual só passará a valer em julho de 2000, além de ser inferior ao reivindicado pela categoria. Essa proposta será analisada em assembléia geral pelos funcionários, dia 10.12.1999. (09.12.1999)

   O governador Itamar Franco anunciou, dia 02.12.1999, que pretende extinguir o cargo de vice-presidente e as diretorias de suprimento de material e de produção e transmissão da Cemig, postos reservados à Southern Electric. A proposta será levada ao conselho de administração da concessionária, no dia 20.12.1999. (03.12.1999)

   A diretoria e os eletricitários da Cemig reuniram-se, dia 03.12.1999, com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, para discutir o reajuste salarial da categoria. (03.12.1999)

   A direção da Cemig vai apresentar ao governador Itamar Franco a proposta de retirar o subsídio nas tarifas de energia elétrica para cerca de 850 mil consumidores a partir de 06.12.1999. As tarifas destes consumidores serão reajustadas entre 44% e 197%. O recadastramento não incluiu os consumidores de baixa renda, os que já estavam sendo tarifados sem subsídio e os que possuem o consumo abaixo de 180 KWh/mês. (30.11.1999)

   Os funcionários da Cemig decidiram paralisar suas atividades por 24 horas a partir da zero hora do dia 25.11.1999. Em reunião realizada com a diretoria da empresa, os funcionários tiveram todas as suas reivindicações salariais negadas. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética de Minas Gerais, a empresa alega não ter condições financeiras para conceder o reajuste. A Cemig ofereceu a seus 11,7 mil empregados um abono de 40% sobre o salário-base, aumento do valor do tíquete-referição de R$ 174,00 mensais para R$ 175,80, distribuição de R$ 100 adicionais em tíquete-refeição no próximo mês e R$ 15 mi de participação nos lucro, distribuídos de forma proporcional aos salários. Os funcionários reivindicavam reajuste salarial de 7%, reposição de 8% (em função de perdas geradas pelo Plano Real), aumento real de 10,56% nas remunerações e participação nos resultados de R$ 20 mi em 1999, distribuídos de forma linear entre os funcionários. (25.11.1999)

   A Southern Electric recorreu novamente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Apresentando um embargo de declaração, os advogados da empresa querem que o TJMG deixe claro que não haverá perdas irreversíveis após a suspensão do acordo de acionistas, que a afastou da gestão da concessionária de energia. O embargo foi originado na decisão do próprio TJMG, que ao julgar agravo regimental da Southern, manteve a tutela antecipada que suspendeu o acordo de acionistas da Cemig. Para os advogados da Southern, a sentença não teria deixado explícito o entendimento em relação à aplicabilidade do segundo parágrafo do artigo 273 do Código de Processo Civil. O dispositivo determina que a antecipação de tutela só pode ocorrer nos casos em que não existir riscos de irreversibilidade dos atos praticados após sua concessão. (23.11.1999)

   Os trabalhadores da Cemig decidiram suspender a manifestação iniciada em 17.11.1999, com a ocupação de sete usinas da energética. A decisão atende ao pedido feito pelo assessor especial do governo estadual, Alexandre Dupeyrat, que solicitou aos funcionários uma trégua até 24.11.1999, quando está agendada uma reunião entre a diretoria da Cemig e os eletricitários para tratar do reajuste na data-base da categoria. (22.11.1999)

   O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a suspensão do poder de veto dos sócios minoritários da Cemig, mas não concordou com o cancelamento total do contrato de acionistas, como quer o governo mineiro. A decisão tornou inválidas somente as cláusulas do acordo que concediam esse direito aos minoritários. A decisão foi tomada após análise de agravo regimental impetrado pela empresa Southern Electric. (26.10.1999) 

   O Conselho de Administração da Cemig deverá reunir-se para analisar a possibilidade de adotar medidas judiciais contra Davi Travesso Neto, vice-presidente afastado da empresa e presidente da Southern Electric. Segundo uma fonte da Cemig, Travesso Neto descumpriu pelo menos seis regras da Lei das S.A. ao dar declarações sobre a energética no dia 23.10.1999. Ele teria informado, durante uma entrevista, sobre a operação de recebíveis que a Cemig realizará, referente à antecipação de pagamento do ICMS ao governo mineiro. Isso teria configurado a utilização de informação privilegiada. (26.10.1999)

   A Cemig aprovou, em AGE realizada em 25.10.1999, a proposta de reforma de seu estatuto social. Com a mudança, foram retiradas as cláusulas que davam aos parceiros privados da estatal o direito a vetar projetos que envolvessem investimentos superiores a R$ 1 mi. Dessa forma, ficam excluídos das decisões da empresa os sócios estratégicos Southern Electric, AES e Opportunity. (25.10.1999)

   A AGE de acionistas da Cemig que discutiria mudanças no estatuto social da empresa, prevista para 18.10.1999, foi adiada para o dia 25.10.1999, por conta de uma manobra da Southern Electric. Os representantes da companhia não compareceram à assembléia, que não conseguiu reunir o quorum mínimo para aprovar mudanças no estatuto, equivalente a dois terços dos acionistas. (19.10.1999)

   Os sócios minoritários da Cemig, a Southern Electric, a AES e o Opportunity recorrerão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo sua reintegração à diretoria da estatal. A disputa, em especial, é pela área de materiais da empresa, que decide compras anuais de US$ 560 mi. (13.10.1999)

   O governo de Minas Gerais, sócio controlador da Cemig, demitiu os três diretores da empresa que eram indicados pelos sócios minoritários estrangeiros Southern e AES. Saíram o vice-presidente da empresa, Luis David Travesso, também presidente da AES Brasil; o diretor de Produção e Transmissão, Flávio Antonio Neiva; e o diretor de Suprimento de Material, Luis Antonio Baptista. Os cargos serão acumulados por outros executivos: o diretor de Projetos e Construções, Guy Vilela, assume a vice-presidência; o diretor de Gestão, Stalin Duarte, a Suprimentos de Material; , e Aloísio Vasconcelos, diretor de Distribuição, acumulará Produção e Transmissão. (08.10.1999) 

   O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais indeferiu o pedido de liminar para cassar a tutela antecipada obtida pelo governo mineiro contra o acordo de acionistas da Cemig. Com a derrota, o governo de Minas está livre para destituir os três diretores representantes dos sócios - o vice-presidente, o diretor de produção e transmissão e o diretor de suprimentos - até o julgamento da ação anulatória contra o acordo. Os sócios privados da companhia energética vão ter de aguardar o julgamento dos dois recursos que impetraram contra a decisão favorável ao governo mineiro: um mandado de segurança e um agravo regimental. (07.10.1999)

   O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, obteve, dia 27.09.1999, na Justiça do Estado, vitória parcial contra os acionistas privados da Cemig. Itamar conseguiu suspender, alegando inconstitucionalidade, o acordo que conferia à Southern Electric o poder de veto em todas as decisões da companhia envolvendo negócios superiores a R$ 1 mi. O Tribunal de Justiça de Minas acatou o pedido do governador e concedeu tutela antecipada ao estado. (28.09.1999)

   A CPI da Assembléia Legislativa de Minas Gerais que investiga a venda de 33% do capital votante da Cemig apresentou seu relatório final, defendendo a anulação do acordo de acionistas firmado entre o estado e a Southern Eletric Brasil. O documento, que argumenta que o acordo de acionistas impõe 'severas limitações' ao estado no comando da Cemig, será analisado pela comissão, mas a votação poderá ser adiada para o dia 14.09.1999. (09.09.1999)

   O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, resolveu ir à Justiça contra o sócio privado da Cemig, grupo formado pelas norte-americanas AES e Southern Electric e o Banco Opportunity, para desfazer o acordo de acionistas assinado em maio de 1997, segundo informação dada pelo presidente da Cemig, Djalma Morais, um dos defensores da medida. Em reunião com seus assessores, o governador decidiu barrar o acordo que dá ao sócio poder e influência na administração da empresa. O grupo liderado pela Southern Electric pagou R$ 1,13 bi para adquirir 32,96% das ações da empresa e teve o acordo como um incentivo. (31.08.1999)

   A Abamec entregará, segunda-feira, o "Prêmio Abamec" aos vencedores de 1998. O melhor profissional de relações com os investidores é Luiz Fernando Rolla, diretor de relações com o mercado da Cemig. (30.07.1999)

   A Cemig pretende reverter a queda observada na participação das empresas mineiras no total de compras de energia da empresa. O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, disse que está se discutindo a adoção de um tratamento diferenciado para estes clientes. Em 1995, 56% das aquisições da estatal eram realizadas junto aos fabricantes mineiros. Em 1998, este percentual caiu para 38%. (28.07.1999)

   A subsidiária da Cemig para a área de telecomunicações - Infovias - deverá concluir a escolha do responsável pelo fornecimento e implantação da sua rede de fibra óptica e equipamentos até o final de julho de 1999. O contrato prevê a instalação de dois sistemas de telecomunicação, um para transportar dados e sinais de imagens e voz no interior das cidades e outro para comunicação em longa distância. (27.07.1999)

   O presidente da Cemig, Djalma Morais, informou que a concessionária tem 400 funcionários excedentes. Esses empregados estão localizados na área administrativa e são resultado da modernização da empresa. Por outro lado, a Cemig está analisando a possibilidade de contratar 200 eletricistas. (23.07.1999)

   A Aneel notificou a Cemig para que retire os custos do Instituto de Desenvolvimento Industrial da formação da tarifa para consumo de energia. A Cemig responde por 75% dos custo da empresa e o BDMG pelos outros 25%. (15.07.1999)

   A concorrência da Cemig, no valor de R$ 77 mi, para a instalação da rede de acesso a multisserviços em 12 cidades do Estado de Minas Gerais, foi vencida pela multinacional japonesa Furukawa Industrial S.A. Este valor refere-se à primeira fase do projeto, que terá custo total entre R$ 88 mi e R$ 100 mi. (12.07.1999)

   O diretor de produção e transmissão da Cemig, Flávio Antônio Neiva, anunciou que a empresa trabalha com uma folga próxima de 10% da capacidade instalada de seu parque gerador, somada à energia que é obrigada a adquirir todo mês de Itaipu. (08.07.1999)

   O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, anunciou que a Cemig não repassará o novo reajuste de 3,85% nas tarifas de energia elétrica para os consumidores de baixa renda do estado, beneficiando 500 mil famílias que consomem até 30 KWh por mês e pagam tarifa única de R$ 1,62, isenta de ICMS. Com o aumento, esta tarifa subiria para R$ 1,68. Em abril de 1999, as tarifas da Cemig já haviam subido 16,25%. (16.06.1999)

   O reajuste tárifario concedido, pela Aneel, à Cemig foi de 3.85%. (10.05.1999)

   O assessor da direção de relações com o investidor da Cemig, Luiz Fernando Rolla, informou que há mais de uma dezena de contratos em negociação com empresas grandes consumidoras de energia de outros estados. A expectativa é de que estes contratos sejam fechados a partir de agosto de 1999. Antes, porém, a Aneel precisa definir as tarifas de transmissão. A meta da empresa, para este ano, é conquistar mais 200 mil novos clientes. Desde abril de 1999, a tarifa de distribuição praticada pela Cemig sofreu um reajuste de 16,25%, que foi o mais alto concedido pela Aneel em 1999. (07.06.1999)

   No dia 25 de maio de 1999, a Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu favoravelmente à Cemig, contra ação movida pela Indústrias Gessy Lever, referente ao aumento das tarifas de energia elétrica, ocorrido durante o congelamento imposto pelo Plano Cruzado, em 1986. A Metalúrgica Paraense e a Têxtil Goitacazes já obtiveram decisões, em primeira instância, contrárias às concessionárias de energia. (01.06.1999)

   A Aneel vai autorizar, em junho, o repasse para os consumidores do aumento de custos motivado pela variação cambial de janeiro. O percentual ainda não está definido, mas algumas empresas estimam que o reajuste pode ser de cerca de 10%. Os aumentos deverão incidir sobre o aumento autorizado em abril para a Cemig. (28.05.1999)

   Cemig desenvolve novo sistema de proteção para evitar curtos-circuitos provocados por ninhos de pássaros, uma das principais causas de interrupção no fornecimento de energia. (24.05.1999)

   A Metalúrgica Paraense, que atua na área de fundição de ferro, ganhou na Justiça Federal o direito de receber o valor correspondente ao reajuste de 20% aplicado às tarifas de energia elétrica, estabelecido em fevereiro e março de 1986. Em sua sentença o juiz substituto Cláudio José Coelho, da 5ª Vara Federal em Minas Gerais, condenou a Cemig a restituir os valores majorados pagos pela empresa a partir de março de 1986. (21.05.1999)

   Cemig foi condenada pela Justiça Federal a devolver o valor relativo a um reajuste tarifário de 20%, estabelecido em fevereiro e março de 1986, para uma empresa metalúrgica. (21.05.1999)

   Aproveitando o novo cenário de concorrência na área de telecomunicações, a Cemig está com um projeto que prevê o uso de satélite para automação de subestações de média tensão. O sistema, desenvolvido pela Vicom, interligará 63 subestações de 138 KV a sete centros de operação regionais da Cemig através do Brasilsat II. Também serão colocados em linha com o satélite oito hidrelétricas e dois escritórios regionais da empresa. (12.05.1999)

   Em função do grande número de reclamações registradas no Procon, a Associação Brasileira de Consumidores (ABC) pretende mover, ainda no segundo semestre de 1999, uma ação civil pública contra a Cemig, requerendo que a concessionária deixe de realizar a leitura do medidor de energia elétrica através da média de consumo dos três meses anteriores. 
(06.05.1999)

   Grandes consumidores de energia de Minas Gerais, estão formando um consórcio para tentar comprar Furnas. (05.05.1999)

   O Salomon Smith Barney reduziu sua estimativa de lucro por ação da Cemig em 1999 de R$ 2,90/US$ 1,45 para R$ 2,28/US$1,23, mas a elevou para o ano 2000 de R$ 1,98/US$ 0,79 para R$ 2,23/US$ 1,11, segundo informe divulgado em 08.04.1999.
  De acordo com o informe, as novas estimativas refletem suposições macroeconômicas mais otimistas, que foram afetadas pelo atraso na abertura do mercado energético no País e pelas perdas do primeiro trimestre de1999 provocadas pela desvalorização do real.
 Além disso, a Aneel autorizou o aumento das tarifas de energia elétrica da Cemig, da Enersul, da Cemat e da Cpfl. A Cemig poderá realizar o maior reajuste (16,25%) entre as quatro companhias. De acordo com o comunicado, o aumento das tarifas funcionará como um forte atrativo para os papéis no curto prazo. A classificação das ações da companhia foi mantida em "neutra", e a estimativa de preço para o fim de 1999 elevada para US$ 27,00. (09.04.1999)

 A Cemig deve sofrer um impacto muito pequeno neste exercício em decorrência da desvalorização cambial, uma vez que existe a possibilidade de repassar para as tarifas o aumento do custo de compra de energia de Itaipu. Em 1998, a empresa gastou R$ 449,9 mi, em compras de energia. Estas compras sofreram um reajuste de 8,27%, em decorrência da valorização do dólar, acrescidas de um aumento real de 2% nos custos de sua compra. Já a dívida da empresa, em moeda estrangeira, tem um perfil alongado, o que permitirá uma absorção mais branda dos impactos da desvalorização cambial. A dívida total da Cemig ficou em R$ 1,14 bi, equivalente a 14,1% do Patrimônio Líquido da empresa, que encerrou o ano de 1998 em R$ 8,01 bi. Em moeda estrangeira, a dívida corresponde a R$ 657 mi, sendo que deste total, R$ 550 mi estão atrelados ao dólar. Todos estes valores estão considerando a cotação do dólar em 31.12.1998. (31.03.1999)

  O reajuste na tarifa da Cemig, em abril, deverá ficar em torno de 15%. Este aumento é definido no contrato de concessão da empresa com a Aneel. O contrato permite o aumento das tarifas, anualmente, baseado em uma planilha de despesas da empresa e na variação do IGP-M. (25.02.1999)

  O presidente da Cemig afirmou que cabe ao Governo de Minas Gerais a decisão de antecipação de ICMS por parte da Cemig. A antecipação seria feita com base no contrato de pré-venda de energia, fechado em 18.02.1999 entre a Cemig e a Alcoa, no valor de US$ 100 mi. (20.02.1999)