Sociedade Anônima de
Eletricidade da Paraíba - Saelpa

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A Saelpa é uma sociedade de economia mista estadual, constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado. A companhia tem por finalidade explorar a concessão dos serviços de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica do Estado da Paraíba, que é o seu acionista majoritário - com 82% do total das ações. A Eletrobrás possui 13%, os municípios paraibanos 2% e outros acionistas 3%. Atende a um de 655 mil consumidores, em 217 municípios. Toda a energia que compra vem da Chesf.

Investimento / Novas parcerias

Venda de participações / Privatização

Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa
 

 
 
Investimento / Novas parcerias 
 

   O sistema elétrico da Paraíba recebeu investimentos de cerca de R$ 60 mi de 1995 a 1998. Os recursos, em parceria com a Eletrobrás, foram destinados a obras nas áreas de transmissão e distribuição de energia em praticamente todos os municípios do Estado.
(17.02.1999)
 

  
 


 
Venda de participações / Privatização
 

     O Estado da Paraíba adiou o leilão de privatização da Saelpa, previsto para o dia 30.07.1999, por tempo indeterminado. É a segunda vez que a venda da Saelpa é adiada. Em dezembro de 1998, a empresa foi levada a leilão mas não houve interessados. O lance mínimo para o leilão estava fixado em R$ 617,5 mi. (23.07.1999)

   O acionista controlador do grupo Cataguazes-Leopoldina, Ivan Botelho, classificou o preço mínimo da Saelpa, estipulado em R$ 617,5 mi, como caríssimo, afirmando que a esse preço não entraria na disputa. (18.06.1999)

   A data do leilão de privatização da Saelpa foi transferida de 29 de junho para 30 de julho, em consequência de alguns ajustes entre a concessionária e a Aneel, como a minuta de concessão e a nova tarifa. O diretor do Banco Brascan, Antônio Muniz Freire, afirmou que o preço mínimo para o leilão, de R$ 617,5 mi, não mudará em consequência do reajuste tarifário. Este valor é menor do que os R$ 619,5 mi previstos no edital antigo, devido a um pequeno aumento de capital feito no início de 1999. (14.06.1999)

   O comunicado relevante sobre a privatização da Saelpa, que será publicado nos jornais, trará a confirmação de que o BNDES vai financiar até 50% do preço mínimo da empresa. A falta de financiamento foi um dos principais motivos do encalhe da empresa, em dezembro de 1998. Os interessados na empresa continuam os mesmos do leilão anterior: Iberdrola/Banco do Brasil, Alusa, EDP, Cataguazes-Leopoldina, Endesa Internacional e Grupo Rede. Segundo o diretor do Banco Brascan, Antônio Muniz Freire, há ainda dois grupos argentinos interessados em obter informações da concessionária, e uma empresa de Cingapura que tem demonstrado interesse em construir uma termelétrica na Paraíba. (14.06.1999)

   De acordo com o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, o aumento das tarifas poderá interferir no preço mínimo para a venda da Saelpa, mas não soube precisar de quanto seria este impacto. (10.06.1999)

   Segundo a superintendente do setor de infra-estrutura do BNDES, Ivone Saraiva, o banco deverá financiar a compra da Saelpa. O governo da Paraíba definiu que o comprador pagará 40% do valor à vista, e mais outras duas parcelas anuais. (08.06.1999)

   O BNDES divulgou novo cronograma de privatização para 1999/2000 que prevê, para 1999, a venda de 13 estatais do setor elétrico. Para junho de 1999, está prevista a Saelpa no dia 30. Para o segundo semestre, estão previstos os leilões de Furnas e da Boa Vista Energia. No terceiro trimestre, devem ser vendidas as três companhias de geração criadas a partir da cisão da Cesp, e a Ceal. Ficam para o quarto trimestre: Chesf; Eletronorte; Celpe; Cemar; Cepisa e a Manaus Energia. Para o primeiro trimestre do ano 2000, ficarão Ceron e Eletroacre. (07.06.1999)

   O Governo do Estado da Paraíba decidiu dividir em três parcelas o pagamento pela compra da Saelpa, que irá a leilão em 30 de junho de 1999, pelo preço mínimo de R$ 650 mi. O grupo que adquirir a estatal pagará 40% à vista e os 60% restantes, no prazo máximo de dois anos, em duas parcelas de 30%. O BNDES dispõe de uma linha de crédito especial para a privatização da empresa e financiará 50% do valor de compra, colocando R$ 325 mi à disposição do vencedor do leilão. Entre os interessados no leilão estão: Iberdrola, EDP, Alusa, Cataguazes-Leopoldina e Kelpers (Cingapura). O vencedor assinará um contrato de 30 anos para explorar a concessão de energia na Paraíba. (20.05.1999)

   O data room da Saelpa foi reaberto. A Secretaria de Planejamento local informa que os dados estarão disponíveis até 25 de junho de 1999. O leilão da companhia está previsto para o final de junho de 1999 e o lance mínimo para a venda deve ser mantido em R$ 619 mi. A participação total do Estado da Paraíba na Saelpa está orçada em R$ 650 mi, incluindo a oferta aos empregados da companhia. Os trabalhadores terão direito a 10% das ações que serão ofertadas, com deságio de 50%. (10.05.1999)

   De acordo com o cronograma divulgado pelo BNDES, até o final de junho de 1999 deverão acontecer os leilões de privatização da Saelpa e da Ceal. (04.05.1999)

   O novo leilão de privatização da Saelpa vai acontecer no final de junho de 1999, segundo o Brascan. O lance mínimo deve continuar em R$ 619 mi. A participação total do estado da Paraíba na Saelpa está orçada em R$ 650 mi, porém este valor inclui a oferta aos empregados. Os empregados terão direito a 10% das ações que serão ofertadas, com deságio de 50%. O comprador da Saelpa poderá pagar em até três vezes, sendo 40% à vista, 30% no final de 2000, e 30% ao final de 2001. O Bndes garantiu financiar parte da parcela à vista. Já visitaram o data room a Coelce, Coelba, EDP, Cataguazes-Leopoldina, Grupo Rede e Alusa. (03.05.1999)

   Segundo o secretário de planejamento da Paraíba, Mário Silveira, o preço mínimo da Saelpa não vai ser mudado por causa da crise brasileira. O Banco Brascan vai continuar a comandar o processo de privatização. (24.02.1999)

    
 


 
Posicionamento estratégico / Perspectivas da empresa
 

   O reajuste tárifario concedido, pela Aneel, à Saelpa foi de 10,69%. (10.05.1999)

   A juíza Vanda Elizabete Marinho, da 7ª Vara Cívil de João Pessoa, bloqueou R$ 2,25 mi em recursos da empresa para pagamento de uma ação de indenização por danos morais. (24.02.1999)