Iberdrola

Grupo privado espanhol que atua nos setores de eletricidade, engenharia, consultoria, telecomunicações e sistemas de informação na América Latina, Espanha e Portugal. No Brasil faz parte, juntamente com BrasilCap, Previ e BBDTVM, do Consórcio Guaraniana, que comprou da Coelba em 31.07.1997, por R$ 1.730,9 mi. Além disso, detém parte da Cosern, que foi adquirida pela Coelba, Consórcio formado por Guaraniana e Uptick, em 11.12.1997, pelo valor de R$ 676,4 mi. Em 17.02.2000, a Iberdrola adquiriu a Celpe por R$ 1,78 bi e passou a controlar três distribuidoras; Coelba, Cosern e Celpe;  na região nordeste do Brasil. 

Um porta-voz da Iberdrola disse que existem negociações para fortalecer a aliança com a EDP, mas negou a possibilidade de uma fusão "agora". Isto aconteceu depois do jornal Diário de Notícias ter publicado que estatal de energia elétrica planeja fusão com a aliada Iberdrola e das negociações com as ações da EDP serem suspensas da sessão do dia 22.12.1999 da Bolsa de Valores de Lisboa. A EDP não comentou a notícia. (22.12.1999)
 
 

A Iberdrola adotará um novo modelo corporativo. A intenção é estruturar a expansão da companhia nos mercados de energia elétrica já consolidados e também em potenciais projetos, por exemplo, atuação da holding nas áreas de gás, água e telecomunicações. Segundo o conselheiro Javier Herrero, responsável pelo processo de transição, a remodelação deve estar concluída ainda no primeiro semestre do ano 2000. (21.12.1999)
 
 

Segundo executivos da Iberdrola, o ano de 2000 será especialmente estratégico em toda América Latina, neste ano as privatizações deverão aumentar na região. Na Argentina, por exemplo, depois de ter vendido seus ativos, a controladora analisa novas possibilidades de negócios, principalmente na privatização das companhias de distribuição de energia elétrica localizadas nas províncias de Córdoba e Santa Fé. (13.12.1999) 
 
 

A Iberdrola e a Endesa continuam exercendo o domínio sobre o setor elétrico espanhol, que permanece fechado graças à este domínio e à pouca capacidade de interconexão com outros países. As companhias de eletricidade espanhola sofreram muito pouco com a concorrência da francesa EDF, da portuguesa REN e da belga Electrabel. Durante os nove primeiros meses de 1999, as operadoras estrangeiras conquistaram apenas 2% do mercado espanhol de geração elétrica. (08.12.1999)
 
 

A Repsol, companhia petrolífera espanhola, anunciou que renunciará da possível fusão com a Iberdrola. (06.12.1999) 
 
 

A Coelba, Uptick Participações S.A., Iberdrola Energia e Participações S.A desejam formular oferta pública de compra de todas as ações ordinárias e preferenciais de emissão da Cosern em circulação no mercado, mediante a realização de leilão especial. O preço por cada ação ordinária ou preferenciais é de R$ 3,90, para pagamento com recursos próprios, à vista, em dinheiro. A oferta de compra se insere no bojo de um processo de reestruturação societária, que prevê a incorporação, pela Cosern, da Ibiden, como conseqüência a extinção da sociedade incorporada. (24.11.1999)
 
 

A Repsol-YPF cancelou uma reunião de seu Conselho que, segundo investidores, iria discutir uma proposta de US$ 13 bi pela Iberdrola. Há rumores também de que a Repsol, que em julho pagou US$ 15 bi pela argentina YPF, pode estar comprando 55% de participação na espanhola Gas Natural SDG por US$ 6,3 bi. (12.11.1999)
 
 

A Hidroelectrica del Cantabrico SA conquistou 200 clientes corporativos de eletricidade de suas concorrentes, Iberdrola, Endesa e Union Electrica Fenosa, fora do seu mercado tradicional do norte da Espanha. Cerca de três mil empresas renegociaram seus contratos de eletricidade ou mudaram de fornecedores desde 1998, a maioria conseguindo melhores tarifas - cerca de 500 empresas trocaram de fornecedor. A Cantabrico capturou 40% destes clientes. (08.10.1999) 
 
 

A Iberdrola e a Florida Power Light investirão US$ 200 mi na construção de uma termelétrica no Rio Grande do Norte. A usina terá capacidade de 232 MW e deverá começar a operar em 2002.(07.10.1999) 
 
 

Na assembléia da Light realizada em 05.08.1999 foi celebrado um contrato com a Reliant para fins de transferência de tecnologia, no valor anual global de US$ 2,35 mi, pelo prazo de 4 anos. (30.08.1999). 
 
 

A Iberdrola deverá desembolsar cerca de 89,7 mi de euros para adquirir uma participação entre 3% e 5% do controle da nova holding de energia portuguesa, a Galp. (03.08.1999) 
 
 

A Iberdrola disputará com a Sempra, Intergen e AES uma licença para a construção de uma geradora de eletricidade com 500 MW de potência no Nordeste do México. O resultado da concorrência deve ser divulgado em agosto. (26.07.1999) 
 
 

As ações da Coelba estarão liberadas para negociação nas bolsas de valores a partir de hoje. (20.07.1999) 
 
 

A Guaraniana informou que o preço de compra das ações da Coelba é de R$ 61,50 por lote de mil, para pagamento à vista. A empresa esclarece que não está em curso qualquer operação que vise alterar o controle acionário da Coelba e reitera a intenção de mante-la como companhia aberta. (19.07.1999)
 
 

O grupo controlador da Coelba, cuja holding é a Guaraniana, fará uma oferta pública de recompra das ações da distribuidora que estão no mercado. O objetivo é arrematar 6,2 bilhões de títulos, o que corresponde a 32,7% do capital total da empresa. Em 2002, o grupo pretende voltar a emitir ações da Coelba no mercado financeiro. (19.07.1999) 
 
 

A Iberdrola fechou um acordo para comprar 51% da Essal, uma companhia chilena de serviços de distribuição de água do governo do Chile. O negócio ficou em US$ 94 mi. (15.07.1999) 
 
 

A Iberdrola e a EDP negociam a troca de participações nas distribuidoras que controlam. A companhia espanhola pretende obter uma posição minoritária na EBE. A aprovação do grupo VBC que também participa do controle da Bandeirante é essencial. Em troca, a Iberdrola cede à EDP uma participação, também minoritária, na Coelba. Sócias em seus países de origem, cada uma detém 2% do capital da outra (30.06.1999). Entretanto EDP não confirmou que esteja negociando uma troca de participações com a Iberdrola. (15.07.1999) 
 
 

A Usina Hidrelétrica de Itapebi terá capacidade de 450 MW. A Itapebi afirmou que a Coelba entrará com 42%; a Iberdrola com 20%; o Banco do Brasil com 19%; e a Guaraniana com mais 19% do projeto. (30.06.1999) 
 
 

Segundo a Aneel, o valor da outorga do contrato de concessão de geração de energia elétrica no rio Jequitinhonha com a Itapebi Geração de Energia, constituída pela Coelba e Guaraniana, é de R$ 14,31 mi. Seu pagamento será efetuado em 29 prestações de R$ 477 mil a partir do sexto até o 35º ano. Quando estiver em operação, a empresa terá de recolher cerca de R$ 2,02 mi por ano a título de compensação financeira pela utilização dos recursos hídricos, que serão repassados aos municípios que sofreram desapropriação. A primeira das três usinas geradoras deverá começar a funcionar em 2002. A estimativa do custo total de implantação do empreendimento é de R$ 467 mi. Caso a Eletrobrás não participe com 20% do projeto, os custos serão divididos entre a Iberdrola (16%), Guaraniana (20%), Coelba (40%) e BB Investimentos (24%). (28.05.99 e 31.05.99)
 
 

O Governo do Estado da Paraíba decidiu dividir em três parcelas o pagamento da compra da Saelpa, que irá a leilão em 30 de junho, pelo preço mínimo de R$ 650 mi. O grupo que adquirir a estatal pagará 40% à vista e os 60% restantes no prazo máximo de dois anos, em duas parcelas de 30%. O BNDES dispõe de uma linha de crédito especial para a privatização da empresa e financiará 50% do valor de compra, colocando R$ 325 mi à disposição do vencedor do leilão. Entre os interessados no leilão estão: Iberdrola; EDP; Alusa; Cataguazes Leopoldina; e Kelpers, de Cingapura. O vencedor assinará um contrato de 30 anos para explorar a concessão de energia na Paraíba. (20.05.1999)
 
 

Na reunião do Conselho de Administração da Coelba, realizada em 14.05.1999, foi aprovada a transferência da empresa Infovias Serviços em Telecomunicações S.A., constituída integralmente pela Coelba, para a Guaraniana S.A., juntamente com outros sócios. Também foi aprovado que a implantação e exploração da PCH de Pancada Grande será realizada pela Itapebi Geração de Energia S.A. (10.05.1999)
 
 

A Iberdrola e o Banco do Brasil participarão da construção da usina de Itapebi. Ainda não está definido se a Eletrobrás participará do negócio, mas estima-se que ela venha a deter 20% da usina. Desta forma, a estatal alavancaria o projeto, passando a ter direito a ações especiais da usina e vendendo-as quando a construção estivesse finalizada. A Itapebi está orçada em R$ 430 mi e a estimativa é que a primeira máquina (150 MW) entre em funcionamento em setembro de 2003 e que em 2004 a usina esteja totalmente concluída. (10.05.1999)
 
 

O vencedor do leilão da Comgás foi a Corretora Brascan, formada pela Shell e British Gas. A Iberdrola participou da disputa por meio da Jacuípe participações, que formou um consórcio com a Gás Natural, YPF e Repsol. Os outros concorrentes foram a Enron e o grupo Gás Brasiliano, da Agip. O preço de venda ficou em R$ 1,65 bi, atingindo um ágio de 119,32%. O lance mínimo era de R$ 119,35 por lote de mil ações e o preço mínimo, incluindo a oferta aos empregados, somava R$ 896,50 mi. (14.04.1999)
 
 

A Guaraniana registrou prejuízo consolidado de R$ 52,39 mi em 1998. A receita líquida alcançou R$ 1,1 bi. As despesas financeiras somaram R$ 282,39 mi, enquanto que o resultado operacional foi negativo em R$ 189,48 mi. (26.03.1999)
 
 

O grupo formado por Guaraniana e Coelba estão negociando a entrada de sócios no projeto da usina hidrelétrica de Itapebi. Segundo a Coelba, a Eletrobrás será provavelmente um destes sócios. A Iberdrola também deverá participar fora da Guaraniana. Os recursos para o início das obras, previsto para agosto próximo, estão sendo negociados com o Finor (fundo administrado pela Sudene), BID, Bndes e diversos bancos privados. (15.03.1999)